De 07 a 17 de abril a AA vai ter um grande desafio: 550km da Ecomotion/Pro 2011. Segue texto publicado por Luciana Freitas, em seu blog, sobre esta nova empreitada.
"A mais importante prova de corrida de aventura das Américas, o ECOMOTION/PRO, levará atletas de todo o mundo ao berço da civilização brasileira: a Costa do Descobrimento, na Bahia."
Assim começa o texto que está no site de apresentação do ECOMOTION/PRO 2011. Com letras maiúsculas mesmo!
Estive lá na última prova. Fui com a Makaíra. Senti todas as emoções que uma pessoa pode ter espremidas em cinco dias no meio do mato. Quem ainda não foi nem sonha como pode ser, embora tente imaginar. O que lembro é que foi uma prova muito dura! E toda vez que encontro os meninos da Makaíra me comporto como se eu e eles fôssemos de uma irmandade eterna, de uma cumplicidade sem fim. Nunca mais seremos estranhos uns aos outros.
O ECOMOTION é um show de Corrida de Aventura que começa na hora em que vc pega as suas tralhas e vai pra lá com seus amigos pra fazer a corrida. Antes e depois ainda tem muita história pra contar mas, os dias vividos lá são únicos! Diferentes de tudo em corrida de aventura! Tem gente do mundo todo. Os melhores atletas do mundo!
Quero repetir! Dessa vez com a Aventureiros do Agreste. E estamos treinando para essa empreitada com muita vontade.
Querem saber mais?? Vou contando tudo por aqui...
Vale à pena conferir os detalhes da prova no site oficial: www.ecomotion.com.br/ecomotionpro2011
Fonte: http://www.penelopeagreste.blogspot.com/
Retroceder NUNCA, Render-se JAMAIS e Divertir-se SEMPRE!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 12 de dezembro de 2010
Release Circuito Explorer 30km 28/11/2010 - Sauípe - Por Luciana Freitas
Olha! Foi tão divertido! Que corrida deliciosa!
Muitos Aventureiros do Agreste se embrenharam pelos matos nesse fim de semana. Tadeu correu com Ígor, Mauro com um outro Ígor, Manu foi com Ítalo, Fernando com a namorada Adriana, Lucy levou Vânia(outra dupla feminina) e eu com Gabi de Penélopes.
Lá estávamos nós, na linha de largada da Explorer. Pena que poucas mulheres se aventuram a correr sozinhas e o resultado é que somos inseridas na categoria de duplas mistas.
Gabi é uma figura! Sem treino havia 15 dias, mas tira o sangue de onde não tem pra competir. Eu nem preciso falar... sempre quero ficar ali, no meio do bolo. Não tem jeito! Somos movidas a pilha! Claro que em Corrida de Aventura nunca se sabe o que pode acontecer. Cantar de galo antes de terminar uma prova é uma grande falta de noção das variantes. O primeiro trecho da prova era um trekking dentro da Fazenda São Lucas, na Linha Verde, em Sauípe. Junto com as mais de 30 duplas, entre meninos e meninas, saímos no trotezinho para achar o PC1, que ficava num cruzamento de trilhas bem marcadas. Passando entre dois lagos, numa clareira depois da trilha, estava o PC2. O mapa tava tão bem feito que não dava pra errar muita coisa. Coqueiral, vegetação densa, lagos, eucalipto, estava tudo desenhado.
O PC3 ficava numa área alta no meio do coqueiral. E, no meio da galera, estava a Srta. Lucy Helena numa ousadia só! Vocês sabem? Aquela Penélope que estava fazendo umas provas de orientação comigo pra aprender a navegar! Toda vez que a gente se encontrava eu dizia do seu atrevimento. E não foram poucas vezes que nos encontramos. Elas pegaram vários PCs em nossa frente. Está navegando horrores! Eu criei um monstro!
PC4 na beira do riacho. E o 5 traquilex! Maaaaas, pra não dizer que não teve emoção, perdemos a trilha de volta pra fazenda. RS! Fiz um azimute e caí pra dentro do mato. Gabi dizia: “Lu! Você tem certeza de que é por aqui? Estamos fazendo muito zig zag.” Tava tudo dominado! No final do matagal todo, apareceria uma estradinha. A estrada apareceu depois que arranhamos até a alma. A perna de Gabi escorria sangue. Eu tinha espinhos nos tornozelos que pareciam agulhas de acumpultura. Fui tirar o último em casa, já enrolada na coberta pra dormir.
O calor tava demais! Um abafamento doido! E para a alegria do povo e a felicidade geral da nação, tinha um chuveirão no PC6. Um chuveirão delícia! Gabi ainda teve tempo de paparicar os filhotes lindos que fizeram o maior sucesso durante a prova.
Já de bicicleta, entramos numa trilha com bastante areia e umas ladeirinhas boas. O sol derretia nossos miolos! Faltou sombra naquele lugar. Para onde foram as árvores? Batemos o PC7 depois de Lucy, inclusive, rs! Ela já estava saindo quando chegamos lá. No caminho para o PC8 tivemos a companhia de umas duplas que ficavam competindo as ladeiras com a gente. Aproveitamos para comprar um guaraná ultra-gelado numa venda (na roça não é bar, é venda) ao lado da igreja/PC e dividimos com a galera toda.
O PC9 era uma área de transição para trekking e mudança de mapa. Essa do mapa foi ótima! Eu enxerguei o mapa de 1:7500 como um de 1:75000. Fiz todas as contas como se fosse andar muito mais. RS! Quando descemos a trilha, logo percebi o erro porque a vegetação mudou e tudo chegou muito antes do previsto. O detalhe é que, antes de largar, Mauro chegou atrasado ao briefing e pegou meu mapa pra copiar. KKKK! Fiquei imaginando a cara de “nada” que ele deve ter feito quando percebeu que fiz tudo errado!! Deve ter se retado!
Vamos lá! PC10 beleza! PC11 era a parada para tiroleza, canoagem e natação. Gabi foi para a tiroleza, eu nadei. Só que ela deu uma caruara lá em cima! Achei estranho não vê-la descendo, já que é bem mais corajosa do que eu, enquanto duas pessoas que chegaram depois faziam o percurso. Mas, no fim das contas, deu tudo certo! Ela desceu e pronunciou todos os palavrões do universo. E ainda foi paparicar as crianças pra relaxar, enquanto eu tava lá esperando pra remar. RS! Uma cara de pau!
Aí a canoa canadense quase virou com as Penélopes do Agreste! Cheias de técnica e de ginga, o que era pra ser uma voltinha no pau da bandeira, demorou um pouquinho. De lá fizemos mais uns trechos lindos de trekking. Era um lugar cheio de trilhas, com pontes estreitas, riachos, subidas, descidas e muita árvore. E enquanto a gente andava, tricotava. Teve uma hora em que fomos conversando e passando do caminho. Gilson, Calangos, quem gritou: “Ei! Vão pra onde!?” Mulher quando se junta é uma viagem! Coisa é quando correm as quatro!
O arvorismo foi no PC17. Eu subi lá cheia de molejo pela escada toda bamba! Depois de muito balançar por cima daquelas árvores, desci de rapel e fomos embora para o PC18. Íamos pela trilha mais marcada, mas Gabi me convenceu a pegar o caminho mais curto, já que o rio era raso. Ótima sugestão!
PC18, PC19, onde voltamos para as bikes no meio de um monte de equipes. Ali estavam mais duas(equipes mistas) que competiam diretamente com a gente o segundo lugar na prova. Nesse momento, todo mundo botou sangue no olho e começou a pedalar com mais força. Pra pegar os PCs 20 e 21 foi uma correria. Faltavam menos de 3km de asfalto para a chegada quando Gabi começou a gritar com câimbra. Nossa! O sofrimento de uma pessoa com câimbra é horrível! Incrível como conseguiu superar! Procuramos ficar tranqüilas, não parar, pedalando mais devagar, fazendo vácuo. Eu também não tava essas “coca-cola” toda! Mas, mesmo assim ainda ficamos a apenas 1 minuto do terceiro colocado.
Foi uma ótima prova! Corrida de Aventura é tudo de bom! Esse contato com a natureza recarrega todas as energias. E quem precisa de terapia fazendo um esporte desses?
Muitos Aventureiros do Agreste se embrenharam pelos matos nesse fim de semana. Tadeu correu com Ígor, Mauro com um outro Ígor, Manu foi com Ítalo, Fernando com a namorada Adriana, Lucy levou Vânia(outra dupla feminina) e eu com Gabi de Penélopes.
Lá estávamos nós, na linha de largada da Explorer. Pena que poucas mulheres se aventuram a correr sozinhas e o resultado é que somos inseridas na categoria de duplas mistas.
Gabi é uma figura! Sem treino havia 15 dias, mas tira o sangue de onde não tem pra competir. Eu nem preciso falar... sempre quero ficar ali, no meio do bolo. Não tem jeito! Somos movidas a pilha! Claro que em Corrida de Aventura nunca se sabe o que pode acontecer. Cantar de galo antes de terminar uma prova é uma grande falta de noção das variantes. O primeiro trecho da prova era um trekking dentro da Fazenda São Lucas, na Linha Verde, em Sauípe. Junto com as mais de 30 duplas, entre meninos e meninas, saímos no trotezinho para achar o PC1, que ficava num cruzamento de trilhas bem marcadas. Passando entre dois lagos, numa clareira depois da trilha, estava o PC2. O mapa tava tão bem feito que não dava pra errar muita coisa. Coqueiral, vegetação densa, lagos, eucalipto, estava tudo desenhado.
O PC3 ficava numa área alta no meio do coqueiral. E, no meio da galera, estava a Srta. Lucy Helena numa ousadia só! Vocês sabem? Aquela Penélope que estava fazendo umas provas de orientação comigo pra aprender a navegar! Toda vez que a gente se encontrava eu dizia do seu atrevimento. E não foram poucas vezes que nos encontramos. Elas pegaram vários PCs em nossa frente. Está navegando horrores! Eu criei um monstro!
PC4 na beira do riacho. E o 5 traquilex! Maaaaas, pra não dizer que não teve emoção, perdemos a trilha de volta pra fazenda. RS! Fiz um azimute e caí pra dentro do mato. Gabi dizia: “Lu! Você tem certeza de que é por aqui? Estamos fazendo muito zig zag.” Tava tudo dominado! No final do matagal todo, apareceria uma estradinha. A estrada apareceu depois que arranhamos até a alma. A perna de Gabi escorria sangue. Eu tinha espinhos nos tornozelos que pareciam agulhas de acumpultura. Fui tirar o último em casa, já enrolada na coberta pra dormir.
O calor tava demais! Um abafamento doido! E para a alegria do povo e a felicidade geral da nação, tinha um chuveirão no PC6. Um chuveirão delícia! Gabi ainda teve tempo de paparicar os filhotes lindos que fizeram o maior sucesso durante a prova.
Já de bicicleta, entramos numa trilha com bastante areia e umas ladeirinhas boas. O sol derretia nossos miolos! Faltou sombra naquele lugar. Para onde foram as árvores? Batemos o PC7 depois de Lucy, inclusive, rs! Ela já estava saindo quando chegamos lá. No caminho para o PC8 tivemos a companhia de umas duplas que ficavam competindo as ladeiras com a gente. Aproveitamos para comprar um guaraná ultra-gelado numa venda (na roça não é bar, é venda) ao lado da igreja/PC e dividimos com a galera toda.
O PC9 era uma área de transição para trekking e mudança de mapa. Essa do mapa foi ótima! Eu enxerguei o mapa de 1:7500 como um de 1:75000. Fiz todas as contas como se fosse andar muito mais. RS! Quando descemos a trilha, logo percebi o erro porque a vegetação mudou e tudo chegou muito antes do previsto. O detalhe é que, antes de largar, Mauro chegou atrasado ao briefing e pegou meu mapa pra copiar. KKKK! Fiquei imaginando a cara de “nada” que ele deve ter feito quando percebeu que fiz tudo errado!! Deve ter se retado!
Vamos lá! PC10 beleza! PC11 era a parada para tiroleza, canoagem e natação. Gabi foi para a tiroleza, eu nadei. Só que ela deu uma caruara lá em cima! Achei estranho não vê-la descendo, já que é bem mais corajosa do que eu, enquanto duas pessoas que chegaram depois faziam o percurso. Mas, no fim das contas, deu tudo certo! Ela desceu e pronunciou todos os palavrões do universo. E ainda foi paparicar as crianças pra relaxar, enquanto eu tava lá esperando pra remar. RS! Uma cara de pau!
Aí a canoa canadense quase virou com as Penélopes do Agreste! Cheias de técnica e de ginga, o que era pra ser uma voltinha no pau da bandeira, demorou um pouquinho. De lá fizemos mais uns trechos lindos de trekking. Era um lugar cheio de trilhas, com pontes estreitas, riachos, subidas, descidas e muita árvore. E enquanto a gente andava, tricotava. Teve uma hora em que fomos conversando e passando do caminho. Gilson, Calangos, quem gritou: “Ei! Vão pra onde!?” Mulher quando se junta é uma viagem! Coisa é quando correm as quatro!
O arvorismo foi no PC17. Eu subi lá cheia de molejo pela escada toda bamba! Depois de muito balançar por cima daquelas árvores, desci de rapel e fomos embora para o PC18. Íamos pela trilha mais marcada, mas Gabi me convenceu a pegar o caminho mais curto, já que o rio era raso. Ótima sugestão!
PC18, PC19, onde voltamos para as bikes no meio de um monte de equipes. Ali estavam mais duas(equipes mistas) que competiam diretamente com a gente o segundo lugar na prova. Nesse momento, todo mundo botou sangue no olho e começou a pedalar com mais força. Pra pegar os PCs 20 e 21 foi uma correria. Faltavam menos de 3km de asfalto para a chegada quando Gabi começou a gritar com câimbra. Nossa! O sofrimento de uma pessoa com câimbra é horrível! Incrível como conseguiu superar! Procuramos ficar tranqüilas, não parar, pedalando mais devagar, fazendo vácuo. Eu também não tava essas “coca-cola” toda! Mas, mesmo assim ainda ficamos a apenas 1 minuto do terceiro colocado.
Foi uma ótima prova! Corrida de Aventura é tudo de bom! Esse contato com a natureza recarrega todas as energias. E quem precisa de terapia fazendo um esporte desses?
2ª Etapa Circuito Explorer 30km 28/11/2010 - Sauípe-Ba
Com o adiamento da Carrasco (última etapa do campeonato bahiano 2010) para janeiro de 2011, os atletas da Bahia viram no Circuito Explorer (prova curta e disputada em dupla) uma prova para se despedir de 2010 e treinar ainda mais para a Carrasco. Foi uma prova com muitos novatos iniciando neste esporte, que a cada dia que passa conquista novos adeptos. A Aventureiros do Agreste foi muito bem representada por 6 duplas que brilharam durante a prova. Destaque para as Penélopes do Agreste que ficaram em 4º lugar na categoria Dupla mista/feminina. A prova ainda teve um momento hilário entre os AA, que foi a disputa de posição entre a equipe Treinadores de Elite e Os Aventureiros. Parabéns a todos os Aventureiros!
CLASSIFICAÇÃO FINAL
Masculino
1 Gantuá Millennium Tia Sônia 3:48
2 Millennium Daventura Makaira 3:56
3 Kaaporas 4:13
4 IGH - Divisão Aventura 4:38
5 Gantuá do Sertão 5:05
6 Calangos 5:07
7 Would Go 5:11
8 Caatinga Trekkers 5:15
9 FORTH 5:30
10 Legionários 5:32
11 Paletada 5:32
12 Treinadores de Elite 5:42 (Fernando Tadeu e Igor Almeida)
13 Os Agrestes 5:44 (Mauro Abram e Igor)
14 Potiguar Aventura 5:45
15 Trackfinder / Insanos 5:49
16 Aventureiros 3000 6:14 (Emanuel Moreira Jr e Ítalo Ghignone)
17 Tribo Ecológica - Corte Arvorismo
18 Taz Trekking - Corte Arvorismo
19 Xuxu com Milho - Verde Penalizada
20 Caatinga Trekkers - Penalizada
21 Caatinga Trekkers - Penalizada
22 Solaris - Penalizada
Mista/Feminina
1 Caatinga Trekkers 4:00
2 Millennium Daventura Makaira 5:17
3 Companheiros de Aventuras 5:18
4 Penélopes do Agreste 5:24 (Gabriella Carvalho e Luciana Freitas)
5 Trackfinder / Insanos 5:39
6 Cupuaçú 5:54
7 AG2+2 6:22 (Lucy Jesus e Vânia)
8 Millennium Daventura Makaira 6:27
9 Academia Vidativa/Rasodacata - Corte Arvorismo
10 AG2 - Corte Arvorismo (Fernando Cortes e Adriana)
11 Kaaporas - Corte Arvorismo
12 Gantuá Millennium Tia Sônia - Penalizada
CLASSIFICAÇÃO FINAL
Masculino
1 Gantuá Millennium Tia Sônia 3:48
2 Millennium Daventura Makaira 3:56
3 Kaaporas 4:13
4 IGH - Divisão Aventura 4:38
5 Gantuá do Sertão 5:05
6 Calangos 5:07
7 Would Go 5:11
8 Caatinga Trekkers 5:15
9 FORTH 5:30
10 Legionários 5:32
11 Paletada 5:32
12 Treinadores de Elite 5:42 (Fernando Tadeu e Igor Almeida)
13 Os Agrestes 5:44 (Mauro Abram e Igor)
14 Potiguar Aventura 5:45
15 Trackfinder / Insanos 5:49
16 Aventureiros 3000 6:14 (Emanuel Moreira Jr e Ítalo Ghignone)
17 Tribo Ecológica - Corte Arvorismo
18 Taz Trekking - Corte Arvorismo
19 Xuxu com Milho - Verde Penalizada
20 Caatinga Trekkers - Penalizada
21 Caatinga Trekkers - Penalizada
22 Solaris - Penalizada
Mista/Feminina
1 Caatinga Trekkers 4:00
2 Millennium Daventura Makaira 5:17
3 Companheiros de Aventuras 5:18
4 Penélopes do Agreste 5:24 (Gabriella Carvalho e Luciana Freitas)
5 Trackfinder / Insanos 5:39
6 Cupuaçú 5:54
7 AG2+2 6:22 (Lucy Jesus e Vânia)
8 Millennium Daventura Makaira 6:27
9 Academia Vidativa/Rasodacata - Corte Arvorismo
10 AG2 - Corte Arvorismo (Fernando Cortes e Adriana)
11 Kaaporas - Corte Arvorismo
12 Gantuá Millennium Tia Sônia - Penalizada
Teste bebida isotônica SUUM - Por Fernando Tadeu.
A ProAtiva me forneceu para teste o isotônico SUUM e eu o testei durante o Circuito Explorer. A primeira coisa que chamou a atenção foi a forma compacta que se apresenta a bebida. Bem diferente das outras bebidas que temos no mercado, que são comercializadas em garrafas, o SUUM vem em um tubo com 10 pastilhas, que precisam ser dissolvidas em 500ml água (cada pastilha) para o consumo. Com este formato, fica muito mais fácil o seu transposte. Durante a corrida, carreguei comigo na mochila 4 pastilhas, o que seria impossível se fosse em garrafas devido ao peso. Além da praticidade no transporte, o SUUM possui uma maior quantidade de eletrólitos que a encontrada nos isotônicos disponíveis no mercado. Um excelente produto!
Acessem o site do SUUM para maiores informações.
Acessem o site do SUUM para maiores informações.
Teste meias Lorpen - Por Fernando Tadeu
Como brinde da ProAtiva, recebi um par de meias Lorpen TriLayer Midweight Hiker Men's, para testar e publicar o teste. Segue o resultado.
O teste foi feito na prova de Corrida de Aventura "Circuito Explorer" em 28/11/2010, prova de 30km. A princípio tive a impressão de que as meias ficariam apertadas devido ao forte elástico do cano, mas o conforto foi indiscutível. Estas meias possuem uma tripla camada (poliéster hidrofóbico, fibra natural e poliamida. As meias são super confortáveis e protegeram muito bem os pés, tendo em vista que em um momento da prova eu passei por uma vegetação espinhosa. Nos momentos em que eu estava com os pés molhados as meias se comportaram muito bem evitando que a umidade atrapalhasse o meu desempenho.
Vsitem o site da Lorpen para maiores detalhes e informações sobre outros produtos.
O teste foi feito na prova de Corrida de Aventura "Circuito Explorer" em 28/11/2010, prova de 30km. A princípio tive a impressão de que as meias ficariam apertadas devido ao forte elástico do cano, mas o conforto foi indiscutível. Estas meias possuem uma tripla camada (poliéster hidrofóbico, fibra natural e poliamida. As meias são super confortáveis e protegeram muito bem os pés, tendo em vista que em um momento da prova eu passei por uma vegetação espinhosa. Nos momentos em que eu estava com os pés molhados as meias se comportaram muito bem evitando que a umidade atrapalhasse o meu desempenho.
Vsitem o site da Lorpen para maiores detalhes e informações sobre outros produtos.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Release Carrasco Fast 100km - Por Luciana Leal
Tudo começou quando perdi aquela famigerada fitinha... RS! Não... volta mais! Pra começar, quero dizer que desorganização é uma doença altamente contagiosa e parece incurável Falta de treino também!
Segundo Mauro, nosso apoio tava certo. NINGUÉM seria nosso apoio! Equipamentos arrumados de última hora... corre, corre! Quem vai fazer apoio!? Sobrou pra Fred outra vez, agora como apoio!
Largada às 22h! Corrida de 5km pelas ruas de Feira de Santana. No meio do caminho pegamos a senha-fitinha, correndo junto com o bolo, quase chegando... cadê a fitinha!??? “Meu Deus! Eu perdi a fitinha! Vou voltar!” Voltei igual a uma louca, desvairada! Confesso que tive vontade de pegar qualquer plástico no meio da rua, de arrancar a fitinha da mão de alguém, de voltar sem porra de fitinha nenhuma! (Tudo tentativa de Zé,meu anjo da guarda, pra me fazer voltar), mas a minha honestidade falou alto demais, mais do que deveria. E às vezes você tem que saber a diferença entre ser honesto e ser bocó. Corri! Botei meus bofes pra fora! Não cogitei a possibilidade de ninguém mais, além da bocó que vos escreve, fazer aquele percurso outra vez! Tive que me castigar mesmo sem estar treinada pra fazer aquela força toda. E, toda “explicativa” como sou, ia falando pra todos que vinham em minha direção, já que eu ia ao contrário do fluxo, que perdi a fitinha. E, quando cheguei lá, Evinho me mandou voltar que não precisava pegar outra vez. Como eu me senti?? Sem comentários! Quem manda ser debilóide!?
Termina de contar?! Bom! Perdemos meia hora nessa brincadeira. Scavuzzi me esperava numa esquina. Transição para a bike, voando pelo asfalto, parando o trânsito, literalmente e partimos pra a beira do rio para remar uns 12km noite adentro. . Na beira do rio, fui de meias, com os tênis nas mãos e ganhei uma coleção de carrapichos nos pés. Putz! Arranquei as meias dos pés, já sabendo que teria de fazer o trekking seguinte sem elas.
O remo até o PC 3 era de uns 6km. Remamos com vontade, dentro da nossa falta de treino, sem ver nem uma luzinha à nossa frente. Sei que perto do PC 3 encontramos uma equipe, ou será que ela que nos encontrou? RS! Nem lembro! Voltamos para o 4 sem grandes novidades, mas numa animação doida, afinal, a gente sempre dá um jeito de recuperar posições. E confiamos nisso até o último minuto da Corrida. Do PC4 partimos para o trekking naquele breu absurdo! “Porque é que esse povo só faz prova sem lua?” Acha uma casinha, acha duas, late cachorro, “é por aqui!”, “volta que o azimute ta ao contrário!”, e pula cerca! Eu sei que a gente acabou encontrando o charco, o rio, passamos por algumas equipes e o PC5 apareceu. Makaíra e Gantuá ficaram pra trás! Mas ainda tinha muita prova pela frente e muita equipe também.
No PC5 encontramos nosso apoio com o reforço da nossa dupla campeã 55km(Lucy e Ígor). “Que orgulho de nossas crianças!” Fred foi super bacana com a gente! Nem tomamos bronca por termos ficado tão pra trás. E todos nos ajudaram!
Então saímos para a segunda perna de bike, esperançosos em encontrar muitas equipes no caminho! Podem rir! Eles nos encontraram! Um mountain bike legal com boa iluminação, evoluindo direitinho... Isso era o que a gente pensava! A Gantuá evoluiu muuuito mais! Apareceu nas imediações do PC 8 numa velocidade alucinante... Scavuzzi disse que tava pedalando horrores! Praaaaaá! Se achando e achando que Mauro tava logo atrás... quando percebeu.. tic! tic! tic!... era Diana dando sinal de luz.. RS! E a Gantuá foi embora!
O dia amanheceu e a gente ainda pedalava. No PC10, pegamos um monte de comida, incluindo um delicioso salame e fomos embora. Só sei que fomos fazer o trekking que subia aquele morro enorme que tinha uma plantação de urtiga, cansanção e espinhos nativos de todas as espécies possíveis e imagináveis! Não dá pra descrever! Já fiz muita Corrida de Aventura e achava que tinha visto de tudo. Mas só indo lá, porque contando, ainda parece pouco. Tranquilo até o 11 e começamos a subida. Dessa vez foi a Makaíra que nos atropelou! Até suspeito que eles tenham descido embolando de lá de cima. Foi muito rápido! Será que tinham um tonel!? Ou uma patinete voadora! Que louco! Eu usava o mapa como escudo. Scavuzzi ficou preso num espinho pela orelha, fez um furo de graça pra botar um brinco. Roupa, cabelo, óculos, os espinhos não davam trégua e pareciam sem fim. E quando chegamos embaixo Mauro resolveu sentar no chão pra descansar. “Maurooo! Levanta!” E ele dizia: “Ah! Cansei!” Empacou, mas foi bem rápido!
Acho que do 10 até o 13 foram uns 20km andando e correndo. Esquecemos completamente do corte às 9:30h. Nem dava tempo de fugir dele! “Quem foi Naninhaaa? Nunca mais tinha tomado corte!” Mauro anotou no mapa dele e esqueceu, rs! Nessa hora nosso apoio já tava impaciente de tanto esperar, querendo que saíssemos logo.
Então fomos direto do 13 para o PC19, por uma estrada de barro gostosa, uns ladeirões bons de descer. Chegando lá, Fred pegou nossas tralhas e nos dirigimos pra natação.
Enquanto choviam os coletes de Lucy e Ígor, a gente atravessava os 700m de natação. Pra dizer a verdade, esse foi o trecho mais delícia de corrida toda. O banho de rio depois que o barro e o suor já estão quase te transformando numa escultura. Quando a meleca do nariz já está preste a lhe asfixiar e o barro já entupiu todos os poros, vem um rio pra melhorar tudo. Gabi parecia um peixinho brincando de jogar água na minha cara. Vale comentar que na natação rola(do verbo rolar, por favor!) uma competição à parte entre eu e Mauro. Ele não consegue admitir que nada pior do que eu, mas sempre venço as paradas.
Fizemos então o trekking até onde estavam os caiaques e começamos a remar nossos 12km finais de prova. Lentos como uma lesma, remamos até o pórtico de chegada em derradeiro, sonhando com a feijoada na casa da mãe de Gabi.
E vamos treinar porque a galera ta voando baixo! Quero dizer que é sempre muito bom encontrar todos vocês. Parabéns a todos! Organização, equipes, apoios! Até a próxima!
Beijos!
Luciana
Aventureiros do Agreste
Segundo Mauro, nosso apoio tava certo. NINGUÉM seria nosso apoio! Equipamentos arrumados de última hora... corre, corre! Quem vai fazer apoio!? Sobrou pra Fred outra vez, agora como apoio!
Largada às 22h! Corrida de 5km pelas ruas de Feira de Santana. No meio do caminho pegamos a senha-fitinha, correndo junto com o bolo, quase chegando... cadê a fitinha!??? “Meu Deus! Eu perdi a fitinha! Vou voltar!” Voltei igual a uma louca, desvairada! Confesso que tive vontade de pegar qualquer plástico no meio da rua, de arrancar a fitinha da mão de alguém, de voltar sem porra de fitinha nenhuma! (Tudo tentativa de Zé,meu anjo da guarda, pra me fazer voltar), mas a minha honestidade falou alto demais, mais do que deveria. E às vezes você tem que saber a diferença entre ser honesto e ser bocó. Corri! Botei meus bofes pra fora! Não cogitei a possibilidade de ninguém mais, além da bocó que vos escreve, fazer aquele percurso outra vez! Tive que me castigar mesmo sem estar treinada pra fazer aquela força toda. E, toda “explicativa” como sou, ia falando pra todos que vinham em minha direção, já que eu ia ao contrário do fluxo, que perdi a fitinha. E, quando cheguei lá, Evinho me mandou voltar que não precisava pegar outra vez. Como eu me senti?? Sem comentários! Quem manda ser debilóide!?
Termina de contar?! Bom! Perdemos meia hora nessa brincadeira. Scavuzzi me esperava numa esquina. Transição para a bike, voando pelo asfalto, parando o trânsito, literalmente e partimos pra a beira do rio para remar uns 12km noite adentro. . Na beira do rio, fui de meias, com os tênis nas mãos e ganhei uma coleção de carrapichos nos pés. Putz! Arranquei as meias dos pés, já sabendo que teria de fazer o trekking seguinte sem elas.
O remo até o PC 3 era de uns 6km. Remamos com vontade, dentro da nossa falta de treino, sem ver nem uma luzinha à nossa frente. Sei que perto do PC 3 encontramos uma equipe, ou será que ela que nos encontrou? RS! Nem lembro! Voltamos para o 4 sem grandes novidades, mas numa animação doida, afinal, a gente sempre dá um jeito de recuperar posições. E confiamos nisso até o último minuto da Corrida. Do PC4 partimos para o trekking naquele breu absurdo! “Porque é que esse povo só faz prova sem lua?” Acha uma casinha, acha duas, late cachorro, “é por aqui!”, “volta que o azimute ta ao contrário!”, e pula cerca! Eu sei que a gente acabou encontrando o charco, o rio, passamos por algumas equipes e o PC5 apareceu. Makaíra e Gantuá ficaram pra trás! Mas ainda tinha muita prova pela frente e muita equipe também.
No PC5 encontramos nosso apoio com o reforço da nossa dupla campeã 55km(Lucy e Ígor). “Que orgulho de nossas crianças!” Fred foi super bacana com a gente! Nem tomamos bronca por termos ficado tão pra trás. E todos nos ajudaram!
Então saímos para a segunda perna de bike, esperançosos em encontrar muitas equipes no caminho! Podem rir! Eles nos encontraram! Um mountain bike legal com boa iluminação, evoluindo direitinho... Isso era o que a gente pensava! A Gantuá evoluiu muuuito mais! Apareceu nas imediações do PC 8 numa velocidade alucinante... Scavuzzi disse que tava pedalando horrores! Praaaaaá! Se achando e achando que Mauro tava logo atrás... quando percebeu.. tic! tic! tic!... era Diana dando sinal de luz.. RS! E a Gantuá foi embora!
O dia amanheceu e a gente ainda pedalava. No PC10, pegamos um monte de comida, incluindo um delicioso salame e fomos embora. Só sei que fomos fazer o trekking que subia aquele morro enorme que tinha uma plantação de urtiga, cansanção e espinhos nativos de todas as espécies possíveis e imagináveis! Não dá pra descrever! Já fiz muita Corrida de Aventura e achava que tinha visto de tudo. Mas só indo lá, porque contando, ainda parece pouco. Tranquilo até o 11 e começamos a subida. Dessa vez foi a Makaíra que nos atropelou! Até suspeito que eles tenham descido embolando de lá de cima. Foi muito rápido! Será que tinham um tonel!? Ou uma patinete voadora! Que louco! Eu usava o mapa como escudo. Scavuzzi ficou preso num espinho pela orelha, fez um furo de graça pra botar um brinco. Roupa, cabelo, óculos, os espinhos não davam trégua e pareciam sem fim. E quando chegamos embaixo Mauro resolveu sentar no chão pra descansar. “Maurooo! Levanta!” E ele dizia: “Ah! Cansei!” Empacou, mas foi bem rápido!
Acho que do 10 até o 13 foram uns 20km andando e correndo. Esquecemos completamente do corte às 9:30h. Nem dava tempo de fugir dele! “Quem foi Naninhaaa? Nunca mais tinha tomado corte!” Mauro anotou no mapa dele e esqueceu, rs! Nessa hora nosso apoio já tava impaciente de tanto esperar, querendo que saíssemos logo.
Então fomos direto do 13 para o PC19, por uma estrada de barro gostosa, uns ladeirões bons de descer. Chegando lá, Fred pegou nossas tralhas e nos dirigimos pra natação.
Enquanto choviam os coletes de Lucy e Ígor, a gente atravessava os 700m de natação. Pra dizer a verdade, esse foi o trecho mais delícia de corrida toda. O banho de rio depois que o barro e o suor já estão quase te transformando numa escultura. Quando a meleca do nariz já está preste a lhe asfixiar e o barro já entupiu todos os poros, vem um rio pra melhorar tudo. Gabi parecia um peixinho brincando de jogar água na minha cara. Vale comentar que na natação rola(do verbo rolar, por favor!) uma competição à parte entre eu e Mauro. Ele não consegue admitir que nada pior do que eu, mas sempre venço as paradas.
Fizemos então o trekking até onde estavam os caiaques e começamos a remar nossos 12km finais de prova. Lentos como uma lesma, remamos até o pórtico de chegada em derradeiro, sonhando com a feijoada na casa da mãe de Gabi.
E vamos treinar porque a galera ta voando baixo! Quero dizer que é sempre muito bom encontrar todos vocês. Parabéns a todos! Organização, equipes, apoios! Até a próxima!
Beijos!
Luciana
Aventureiros do Agreste
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Release Carrasco Fast - Por Lucy Jesus
Por Lucy Jesus
Decidi escrever logo meu release enquanto os arranhões e as marcas de cansanção estão bem vivas na memória.. e na pele!
A prova foi linda. De todas, a que eu mais curti até agora. Não tanto pelo pódio, porque isso a gente só sabe no final. Mas por cada etapa, cada superação, cada dificuldade que tivemos que resolver.
Igor e eu queríamos correr a prova de 100 km. Tentamos montar um quarteto, mas nossos convidados tinham compromissos de trabalho no feriado.
Conformada com a frustração atendi a um telefonema do Mauro, sexta à noite perguntando se eu topava correr a prova de 55km. Meu bom senso levou menos de um minuto para ser convencido por minha insanidade a correr a prova. Sem planejamento, sem apoio, sem nada pronto.
- OK. Eu topo! Vou ligar pro Igor. A insanidade dele também estava de plantão e ele topou sem perguntar como!
A ideia era compartilhar o apoio da turma da Makaíras 2, o que foi muito importante especialmente nos trechos mais difíceis de navegar, logo no início da prova.
No sábado, eu joguei tudo o que achei importante levar no carro e lá fomos nós. Peguei Igor em casa e saímos, rumo a Feira de Santana. Só pudemos sair as 18h porcausa dos nossos compromissos. Fizemos a inscrição na hora, na maior correria. Conhecemos a turma do nosso apoio compartilhado, arrumamos as coisas e entramos no clima. Enquanto a turma estudava os mapas, a gente engolia o jantar. Enquanto a turma curtia o show, a gente tentava entender o mapa!!!
Pontualmente, as 22h, começou a corrida. 5.2k de asfalto. Só pra aquecer! O jantar conversando conosco a corrida toda. Que delícia!!! Chegamos ao PC1. Nossa primeira dificuldade foi entender como sair da cidade. Nada fazia sentido. Como bons novatos, pedimos apoio... Nesse momento a navegação do Mateus (Makaíras 2) nos salvou. Sem ele a gente estaria procurando o PC2 até agora. Trechinho curto de bike, mas muito escuro. A trilha ficava bem escondida.
Tinha uma pequena descida de cascalho, no escuro, que passava por numa ponte sem proteção lateral. Meu primeiro grito:
- IGOR!!! Eu tenho medo de ladeira!!!!
Eu só via o que o farolete da bike mostrava, o que era nada! Igor foi. Eu também fui!! Nada de mais para quem pedala, mas para mim, foi a primeira superação. A coisa melhorou um pouco quando os carros de apoio começaram a chegar. A luz dos faróis me mostravam o caminho e aí eu vi onde tinha me metido!
Dali partimos para o PC3 para acompanhar a prova e esperar a galera que voltava do remo. Ficamos alí com os apoios e deu pra tirar um cochilo. Deu pra ver a Aventureiros chegando e até dei uma forcinha na transição. Aliás, Fred se saiu muito bem no apoio. Dedicado, concentrado. Preocupado em não deixar faltar nada. Entre um cochilo e outro, conversamos bastante.
Fred - ainda quero correr com você. Quero ver se vc é essa brabeza toda, mesmo!! A gente vai rasgar muito mato!!!
Lá pelas 4h da manhã, fomos direto para o PC11 junto com a Makaíras 2 de onde partiríamos as 5:15. Como ninguém aparecia, dormimos mais um pouco. Finalmente, chegam Paulinho e Marcia e autorizam a Re-largada: 5:50!!!
Vamos escalar aquele morro ali. Pensei: fichinha!!! Perto do morro do castelo, aquele parecia uma leve ondulação!! Beleza. A subida foi mole. Batemos o PC12 a 180m de altura e curtimos o belíssimo visual do lugar. A descida foi punk!!! Tinha que ir de rala-bunda mesmo, pra não se estabacar no precipício. Aí, minha gente, foi rasgar mato! Os pés de espinho nos abraçavam com tanto amor, que não queriam mais largar! Em uma das equipes tinha um pobre rapaz que resolveu fazer a prova de bermuda. Não preciso dizer que ele deu o sangue pela prova!
A Giramundo nos encontrou e rasgamos mato juntos até achar a trilha para o PC 13, que encontramos graças a um gentil nativo que com toda delicadeza nos mostrou o melhor caminho:
- Vocês é doido!! Quer ir por aí, vai, problema seu, mas tá errado. O caminho é por ali, por dentro da fazenda! Agradeci a gentileza, mas o moço me ignorou solenemente!!
Quando achamos a trilha principal, Igor e eu entramos de fato na competição. Começamos um trekking forte e rolou até uma corridinha. Abrimos uma boa distância com relação às outras duplas e à nossa frente, só havia a Giramundo. Passaram por nós a Gantois e a Raso da Cata também. E toma treking... anda... anda...
No PC 13 a diversão começou pra valer. Chegamos 9:15. O corte era 9:30. Conseguimos sair antes do primeiro corte. Animados, pegamos as bikes e saímos com sangue no olho. Vendo que não tínhamos mais ajuda na navegação, tivemos que nos virar sozinhos. Igor deu um show!!!
Cada PC batido aumentava nossa disposição. Estamos na briga!!! Era como competir com as equipes de ponta. Batemos todos os PCs entre os 4 primeiros. Toda hora eu via a Gantois, a Makaíras 1 e a Raso da Cata. Estávamos na cola da Giramundo. Batemos quase todos os PCs do trecho de bike junto com eles. O capitão da Giramundo me deu parabéns! Disse que eu estava indo muito bem! Aí mesmo que pedalei. Subi e desci todas as ladeiras daí em diante! Eu estava me achando o máximo!
Turma, vocês tinham que ver Igor navegando e pedalando! Dava gosto! Além de bom na bike, ele é muito inteligente. Tem intuição e pensa rápido. Escolhemos navegar pelo caminho mais longo, porém, mais pedalável. Com isso, pude aumentar minha velocidade. Foi o que nos ajudou a bater todos os PCs rapidamente, enquanto outras equipes se atrasavam em trilhas estreitas e ladeiras de cascalho! Quem precisa de ladeiras de cascalho?
Felizes e motivados chegamos na zona de transição. PC 19. Era para encontrar o apoio, reabastecer água e comida, pegar os coletes e seguir de trilha até o remo
... Apoio.... Onde estará o nosso apoio?.....
Complicou!! Como o carro estava apoiando outras duas duplas, acabaram se desencontrando da gente. Com pouca comida, a água acabando e sem coletes, aquele poderia ter sido o fim da prova para a Aventureiros 2.
Mas eu não me conformei. Igor, chegamos até aqui. Vamos chegar até o final. Não vou desistir agora! Paulinho, precisamos de coletes, nos ajude!!! Paulinho ficou comovido. Viu que a gente não ia desistir mesmo e se ofereceu para levar nossas bikes para a outra transição.
Paulinho nos orientou a fazer o trekking até a beira do rio, esperar a lancha da organização e ver se conseguia coletes com eles.
Lá encontamos a Aventureiros 1 atravessando. Pedi ao Mauro pra avisar lá no outro trecho e mandar a lancha nos dar apoio. Comemos o que nos restava e lá ficamos, dependendo da sorte... Ao nosso lado, dois integrantes da Kaiporas se preparavam para atravessar. Um deles com cãimbras até na sobrancelha, não conseguia nadar. Entrava no rio. Saía do rio.. nada. E a gente ali. Quietinhos, rezando pra chover colete!
Meu anjo da guarda, (pra quem não conhece, é menina e se chama Luiza) ouviu minhas preces. A gentil dupla nos ofereceu os coletes. Estavam abandonando a prova. É claro que não desejei que eles abandonassem. Mas os coletes foram muito bem vindos! Agradecemos e nos jogamos! Amarrei meu tênis cuidadosamente na mochila e lá fui eu. Nunca tinha feito travessia antes! Foi uma delícia. Nadamos uns 700m e quase no final da percebi que não sei dar nó!!! Cadê meu tênis!!!!! f¨&*%!
Fiz um rápido cálculo de probabilidades e concluí que era mais fácil chover tênis que eu encontrar o meu naquele rio. Vamos em frente Igor!Vou descalça mesmo!
Chegando na margem calcei os dois pares de meia que restaram e seguimos por uns 3 km pelo mato. Tava até gostoso. Brinquei com Igor: Não tô sentindo nada! Não tô sentindo meus dedinhos, meus pezinhos.... Ai KCT, o chão tá quente. Tem espinhos. Não dá pra correr!!!
Daí eu tirei a lição número 1: Quando você achar que está cheio de problemas, abrace-se a um cansanção! É milagroso! Tudo o mais se torna relativo após um breve contato com essa adorável espécie nativa! Igor só escutou meu grito: P%¨& que P%$¨&*&!!! P##$$$. M@!#$!
O que foi, Lucy? Respondi quase chorando: Cansanção! Mas tudo bem, vamos embora que agora é que não estou sentindo nada mesmo! Esqueci a fome, os pés molhados queimando na trilha, a sede... Só sentia o banho de pimenta nas pernas!
Saindo da trilha encontramos um bar e resolvi pedir apoio:
- Moça, é o seguinte: não temos dinheiro, não temos água, eu perdi meu tênis e ainda temos uma prova para terminar.
Os meninos da casa encheram nossos skeezes com água quente da bica e nós pagamos com o que restava de amendoins!! Na realidade, o amendoim estava dentro de um dos skeezes pra não molhar. Acabamos dividindo com eles pra liberar o skeeze. Isso tudo no maior bom humor!! Eles se admiraram de como alguém poderia estar tão feliz numa situação dessas! A turma do bar nos ofereceu um mocotó que estava até bonito. Mas achamos melhor não abusar da hospitalidade...
Seguimos para os remos. Lá estava o barquinho que a ´Olhando´ emprestou pra nossa equipe. Lá estavam nossos remos, gentilmente alugados pelo Reizinho. Estávamos muito felizes! Tudo o que a gente queria era remar!
Igor nunca tinha feito leme na vida! Dei a ele algumas dicas teóricas e ele foi se ajustando. Aprendeu ´natora´! Parece que nasceu pra fazer leme. Remamos por quase quarenta minutos e eu perguntei se faltava muito. Igor disse que faltava um pouquinho. Pedi pra ver o mapa.....
-CARACA!!! A gente vai remar isso tudo!!! - Disse eu apontando para o primeiro PC que vi, que era o 3.
- Não, Lucy
- Ah, bom!
- A gente vai remar até aquele alí ó. O PC 21, lá em cima!!!
- P$%%¨¨¨##@@!!!!
Oito quilômetros de remo. Quase duas horas da tarde. Céu azul. Sol castigando!!!
- Tá ótimo!!! É pra remar, né? Então, tá! Você ´lema´ que eu remo!!!
Decidimos quebrar os 8km de remo em referências e celebramos cada pequena chegada. Agora, é até aquela curva. Agora, até a península, até aquela pedra, etc. Vamos remar até aquela casa bonita ali na frente. Lá deve ter uma feijoada nos esperando....
O visual do remo foi um show à parte. Eu vi um carcará, tinha gaivotas e Igor viu um tatu enorme. Foi lindo.
Igor, tô com fome! Dividimos as últimas balas de mel e isso foi suficiente para me reanimar. Rema, Rema, Rema...
Igor ficou quieto. Um bom tempo. Não ouvíamos nada. Só o barulho dos remos. De vez em quando passava um barco, um jetski, um boi mugia. Nada de equipes. Nenhum caiaque sequer! Estamos sós no mundo. Todos nos esqueceram..
De repente, Igor fala baixinho... Estou vendo uma estrada... ela é alta.... é a ponte. A PONTE!!!! A PONTE!!!!
A gente começou a gritar feito náufragos quando avistam a praia. Que alegria!! Quase duas horas remando com o sol quente na moleira, água de beber mais quente ainda e praticamente sem comida!! Foi lindo!
Cadê o PC 21? Onde estará o apoio? O que foi feito das nossas bikes?
????????????
OK. Entendido. Escapamos do primeiro corte, mas tivemos que engolir o segundo!! Mais dois quilômetros de remo até a chegada...
Chegamos, estacionamos o caiaque e corremos pro abraço. Marcinha nos recpcionou, deu os parabéns e trouxe os troféus. Parabéns, vcs ficaram em segundo lugar!!!!Igor e eu nos abraçamos e comemoramos muito!!!
Mas então, curiosa como sou, quis saber pra quem tínhamos perdido. Marcinha começou a explicar sobre os cortes, como funciona, etc, etc....
- Péra aí!!! Um momento!!! Vocês NÂO tomaram o primeiro corte!!! Devolve aqui esses troféus... Ela foi lá, conferiu suas anotações e voltou.
- Desculpa, gente! Vocês ganharam! O primeiro lugar é de vocês!! E é bem merecido! Podem se abraçar de novo!!
Aí comemoramos muito de novo!!! Inesquecível!
Bom gente, essa foi a nossa prova.
O que todo mundo também já sabe é que Igor e eu corremos duas provas de aventura em paralelo. Quando desencontramos do apoio, ficamos sem dinheiro, sem chave do carro, sem celular e sem roupa pra trocar. Paulinho, Marcinha, a turma dos gêmeos e Arnaldo, nos ajudaram como puderam. Até o dono do bar do PC da chegada deu uma forcinha.
A nossa volta para casa merecia um release à parte. No final, tudo se resolveu bem e chegamos em casa sãos e salvos.
Eu sempre aprendo muito nessas corridas de aventura.
Aprendi que tudo, tudo tem solução. Aprendi que mantendo o bom humor, a cabeça fria e vontade de se divertir acima de tudo, a gente consegue superar qualquer obstáculo!
Aventureiros do Agreste: Desistir - nunca. Divertir-se sempre!
Igor, foi muito bom correr com você. Nos entrosamos muito bem e vc é um navegador nato e um remador nato também! Você ´lema´ como ninguém!!!
Adorei e já quero saber quando é a próxima!!
Bom feriado para todos!
Decidi escrever logo meu release enquanto os arranhões e as marcas de cansanção estão bem vivas na memória.. e na pele!
A prova foi linda. De todas, a que eu mais curti até agora. Não tanto pelo pódio, porque isso a gente só sabe no final. Mas por cada etapa, cada superação, cada dificuldade que tivemos que resolver.
Igor e eu queríamos correr a prova de 100 km. Tentamos montar um quarteto, mas nossos convidados tinham compromissos de trabalho no feriado.
Conformada com a frustração atendi a um telefonema do Mauro, sexta à noite perguntando se eu topava correr a prova de 55km. Meu bom senso levou menos de um minuto para ser convencido por minha insanidade a correr a prova. Sem planejamento, sem apoio, sem nada pronto.
- OK. Eu topo! Vou ligar pro Igor. A insanidade dele também estava de plantão e ele topou sem perguntar como!
A ideia era compartilhar o apoio da turma da Makaíras 2, o que foi muito importante especialmente nos trechos mais difíceis de navegar, logo no início da prova.
No sábado, eu joguei tudo o que achei importante levar no carro e lá fomos nós. Peguei Igor em casa e saímos, rumo a Feira de Santana. Só pudemos sair as 18h porcausa dos nossos compromissos. Fizemos a inscrição na hora, na maior correria. Conhecemos a turma do nosso apoio compartilhado, arrumamos as coisas e entramos no clima. Enquanto a turma estudava os mapas, a gente engolia o jantar. Enquanto a turma curtia o show, a gente tentava entender o mapa!!!
Pontualmente, as 22h, começou a corrida. 5.2k de asfalto. Só pra aquecer! O jantar conversando conosco a corrida toda. Que delícia!!! Chegamos ao PC1. Nossa primeira dificuldade foi entender como sair da cidade. Nada fazia sentido. Como bons novatos, pedimos apoio... Nesse momento a navegação do Mateus (Makaíras 2) nos salvou. Sem ele a gente estaria procurando o PC2 até agora. Trechinho curto de bike, mas muito escuro. A trilha ficava bem escondida.
Tinha uma pequena descida de cascalho, no escuro, que passava por numa ponte sem proteção lateral. Meu primeiro grito:
- IGOR!!! Eu tenho medo de ladeira!!!!
Eu só via o que o farolete da bike mostrava, o que era nada! Igor foi. Eu também fui!! Nada de mais para quem pedala, mas para mim, foi a primeira superação. A coisa melhorou um pouco quando os carros de apoio começaram a chegar. A luz dos faróis me mostravam o caminho e aí eu vi onde tinha me metido!
Dali partimos para o PC3 para acompanhar a prova e esperar a galera que voltava do remo. Ficamos alí com os apoios e deu pra tirar um cochilo. Deu pra ver a Aventureiros chegando e até dei uma forcinha na transição. Aliás, Fred se saiu muito bem no apoio. Dedicado, concentrado. Preocupado em não deixar faltar nada. Entre um cochilo e outro, conversamos bastante.
Fred - ainda quero correr com você. Quero ver se vc é essa brabeza toda, mesmo!! A gente vai rasgar muito mato!!!
Lá pelas 4h da manhã, fomos direto para o PC11 junto com a Makaíras 2 de onde partiríamos as 5:15. Como ninguém aparecia, dormimos mais um pouco. Finalmente, chegam Paulinho e Marcia e autorizam a Re-largada: 5:50!!!
Vamos escalar aquele morro ali. Pensei: fichinha!!! Perto do morro do castelo, aquele parecia uma leve ondulação!! Beleza. A subida foi mole. Batemos o PC12 a 180m de altura e curtimos o belíssimo visual do lugar. A descida foi punk!!! Tinha que ir de rala-bunda mesmo, pra não se estabacar no precipício. Aí, minha gente, foi rasgar mato! Os pés de espinho nos abraçavam com tanto amor, que não queriam mais largar! Em uma das equipes tinha um pobre rapaz que resolveu fazer a prova de bermuda. Não preciso dizer que ele deu o sangue pela prova!
A Giramundo nos encontrou e rasgamos mato juntos até achar a trilha para o PC 13, que encontramos graças a um gentil nativo que com toda delicadeza nos mostrou o melhor caminho:
- Vocês é doido!! Quer ir por aí, vai, problema seu, mas tá errado. O caminho é por ali, por dentro da fazenda! Agradeci a gentileza, mas o moço me ignorou solenemente!!
Quando achamos a trilha principal, Igor e eu entramos de fato na competição. Começamos um trekking forte e rolou até uma corridinha. Abrimos uma boa distância com relação às outras duplas e à nossa frente, só havia a Giramundo. Passaram por nós a Gantois e a Raso da Cata também. E toma treking... anda... anda...
No PC 13 a diversão começou pra valer. Chegamos 9:15. O corte era 9:30. Conseguimos sair antes do primeiro corte. Animados, pegamos as bikes e saímos com sangue no olho. Vendo que não tínhamos mais ajuda na navegação, tivemos que nos virar sozinhos. Igor deu um show!!!
Cada PC batido aumentava nossa disposição. Estamos na briga!!! Era como competir com as equipes de ponta. Batemos todos os PCs entre os 4 primeiros. Toda hora eu via a Gantois, a Makaíras 1 e a Raso da Cata. Estávamos na cola da Giramundo. Batemos quase todos os PCs do trecho de bike junto com eles. O capitão da Giramundo me deu parabéns! Disse que eu estava indo muito bem! Aí mesmo que pedalei. Subi e desci todas as ladeiras daí em diante! Eu estava me achando o máximo!
Turma, vocês tinham que ver Igor navegando e pedalando! Dava gosto! Além de bom na bike, ele é muito inteligente. Tem intuição e pensa rápido. Escolhemos navegar pelo caminho mais longo, porém, mais pedalável. Com isso, pude aumentar minha velocidade. Foi o que nos ajudou a bater todos os PCs rapidamente, enquanto outras equipes se atrasavam em trilhas estreitas e ladeiras de cascalho! Quem precisa de ladeiras de cascalho?
Felizes e motivados chegamos na zona de transição. PC 19. Era para encontrar o apoio, reabastecer água e comida, pegar os coletes e seguir de trilha até o remo
... Apoio.... Onde estará o nosso apoio?.....
Complicou!! Como o carro estava apoiando outras duas duplas, acabaram se desencontrando da gente. Com pouca comida, a água acabando e sem coletes, aquele poderia ter sido o fim da prova para a Aventureiros 2.
Mas eu não me conformei. Igor, chegamos até aqui. Vamos chegar até o final. Não vou desistir agora! Paulinho, precisamos de coletes, nos ajude!!! Paulinho ficou comovido. Viu que a gente não ia desistir mesmo e se ofereceu para levar nossas bikes para a outra transição.
Paulinho nos orientou a fazer o trekking até a beira do rio, esperar a lancha da organização e ver se conseguia coletes com eles.
Lá encontamos a Aventureiros 1 atravessando. Pedi ao Mauro pra avisar lá no outro trecho e mandar a lancha nos dar apoio. Comemos o que nos restava e lá ficamos, dependendo da sorte... Ao nosso lado, dois integrantes da Kaiporas se preparavam para atravessar. Um deles com cãimbras até na sobrancelha, não conseguia nadar. Entrava no rio. Saía do rio.. nada. E a gente ali. Quietinhos, rezando pra chover colete!
Meu anjo da guarda, (pra quem não conhece, é menina e se chama Luiza) ouviu minhas preces. A gentil dupla nos ofereceu os coletes. Estavam abandonando a prova. É claro que não desejei que eles abandonassem. Mas os coletes foram muito bem vindos! Agradecemos e nos jogamos! Amarrei meu tênis cuidadosamente na mochila e lá fui eu. Nunca tinha feito travessia antes! Foi uma delícia. Nadamos uns 700m e quase no final da percebi que não sei dar nó!!! Cadê meu tênis!!!!! f¨&*%!
Fiz um rápido cálculo de probabilidades e concluí que era mais fácil chover tênis que eu encontrar o meu naquele rio. Vamos em frente Igor!Vou descalça mesmo!
Chegando na margem calcei os dois pares de meia que restaram e seguimos por uns 3 km pelo mato. Tava até gostoso. Brinquei com Igor: Não tô sentindo nada! Não tô sentindo meus dedinhos, meus pezinhos.... Ai KCT, o chão tá quente. Tem espinhos. Não dá pra correr!!!
Daí eu tirei a lição número 1: Quando você achar que está cheio de problemas, abrace-se a um cansanção! É milagroso! Tudo o mais se torna relativo após um breve contato com essa adorável espécie nativa! Igor só escutou meu grito: P%¨& que P%$¨&*&!!! P##$$$. M@!#$!
O que foi, Lucy? Respondi quase chorando: Cansanção! Mas tudo bem, vamos embora que agora é que não estou sentindo nada mesmo! Esqueci a fome, os pés molhados queimando na trilha, a sede... Só sentia o banho de pimenta nas pernas!
Saindo da trilha encontramos um bar e resolvi pedir apoio:
- Moça, é o seguinte: não temos dinheiro, não temos água, eu perdi meu tênis e ainda temos uma prova para terminar.
Os meninos da casa encheram nossos skeezes com água quente da bica e nós pagamos com o que restava de amendoins!! Na realidade, o amendoim estava dentro de um dos skeezes pra não molhar. Acabamos dividindo com eles pra liberar o skeeze. Isso tudo no maior bom humor!! Eles se admiraram de como alguém poderia estar tão feliz numa situação dessas! A turma do bar nos ofereceu um mocotó que estava até bonito. Mas achamos melhor não abusar da hospitalidade...
Seguimos para os remos. Lá estava o barquinho que a ´Olhando´ emprestou pra nossa equipe. Lá estavam nossos remos, gentilmente alugados pelo Reizinho. Estávamos muito felizes! Tudo o que a gente queria era remar!
Igor nunca tinha feito leme na vida! Dei a ele algumas dicas teóricas e ele foi se ajustando. Aprendeu ´natora´! Parece que nasceu pra fazer leme. Remamos por quase quarenta minutos e eu perguntei se faltava muito. Igor disse que faltava um pouquinho. Pedi pra ver o mapa.....
-CARACA!!! A gente vai remar isso tudo!!! - Disse eu apontando para o primeiro PC que vi, que era o 3.
- Não, Lucy
- Ah, bom!
- A gente vai remar até aquele alí ó. O PC 21, lá em cima!!!
- P$%%¨¨¨##@@!!!!
Oito quilômetros de remo. Quase duas horas da tarde. Céu azul. Sol castigando!!!
- Tá ótimo!!! É pra remar, né? Então, tá! Você ´lema´ que eu remo!!!
Decidimos quebrar os 8km de remo em referências e celebramos cada pequena chegada. Agora, é até aquela curva. Agora, até a península, até aquela pedra, etc. Vamos remar até aquela casa bonita ali na frente. Lá deve ter uma feijoada nos esperando....
O visual do remo foi um show à parte. Eu vi um carcará, tinha gaivotas e Igor viu um tatu enorme. Foi lindo.
Igor, tô com fome! Dividimos as últimas balas de mel e isso foi suficiente para me reanimar. Rema, Rema, Rema...
Igor ficou quieto. Um bom tempo. Não ouvíamos nada. Só o barulho dos remos. De vez em quando passava um barco, um jetski, um boi mugia. Nada de equipes. Nenhum caiaque sequer! Estamos sós no mundo. Todos nos esqueceram..
De repente, Igor fala baixinho... Estou vendo uma estrada... ela é alta.... é a ponte. A PONTE!!!! A PONTE!!!!
A gente começou a gritar feito náufragos quando avistam a praia. Que alegria!! Quase duas horas remando com o sol quente na moleira, água de beber mais quente ainda e praticamente sem comida!! Foi lindo!
Cadê o PC 21? Onde estará o apoio? O que foi feito das nossas bikes?
????????????
OK. Entendido. Escapamos do primeiro corte, mas tivemos que engolir o segundo!! Mais dois quilômetros de remo até a chegada...
Chegamos, estacionamos o caiaque e corremos pro abraço. Marcinha nos recpcionou, deu os parabéns e trouxe os troféus. Parabéns, vcs ficaram em segundo lugar!!!!Igor e eu nos abraçamos e comemoramos muito!!!
Mas então, curiosa como sou, quis saber pra quem tínhamos perdido. Marcinha começou a explicar sobre os cortes, como funciona, etc, etc....
- Péra aí!!! Um momento!!! Vocês NÂO tomaram o primeiro corte!!! Devolve aqui esses troféus... Ela foi lá, conferiu suas anotações e voltou.
- Desculpa, gente! Vocês ganharam! O primeiro lugar é de vocês!! E é bem merecido! Podem se abraçar de novo!!
Aí comemoramos muito de novo!!! Inesquecível!
Bom gente, essa foi a nossa prova.
O que todo mundo também já sabe é que Igor e eu corremos duas provas de aventura em paralelo. Quando desencontramos do apoio, ficamos sem dinheiro, sem chave do carro, sem celular e sem roupa pra trocar. Paulinho, Marcinha, a turma dos gêmeos e Arnaldo, nos ajudaram como puderam. Até o dono do bar do PC da chegada deu uma forcinha.
A nossa volta para casa merecia um release à parte. No final, tudo se resolveu bem e chegamos em casa sãos e salvos.
Eu sempre aprendo muito nessas corridas de aventura.
Aprendi que tudo, tudo tem solução. Aprendi que mantendo o bom humor, a cabeça fria e vontade de se divertir acima de tudo, a gente consegue superar qualquer obstáculo!
Aventureiros do Agreste: Desistir - nunca. Divertir-se sempre!
Igor, foi muito bom correr com você. Nos entrosamos muito bem e vc é um navegador nato e um remador nato também! Você ´lema´ como ninguém!!!
Adorei e já quero saber quando é a próxima!!
Bom feriado para todos!
Carrasco Fast - 09 e 10 de outubro - Feira de Santana.
Aconteceu nos dias 09 e 10 de outubro em Feira de Santana a CARRASCO FAST. Fou uma prova de 100km que serviu como prévia para a CARRASCO - O BRASILEIRÃO, prova de 236km que vai ocorrer de 26 a 28 de novembro. A prova foi muito dura para as equipes, com muita tiririca no meio do caminho. O destaque da prova foi o mapa confeccionado em um material especial que não rasga e nem amassa. A Aventureiros do Agreste foi representada no quarteto por Gabi, Luciana, Mauro e Scavuzzi e por Igor e Lucy na dupla. O quarteto desta vez não conseguiu repetir o feito das provas anteriores, mas estão de parabéns. A dupla Lucy e Igor conquistaram o primeiro lugar na categoria aventure-se, uma prova mais curta de 55km e levaram o nome da Aventureiros para o lugar mais alto do pódium. Todos estão de parabéns!
Quarteto ( Divulgado hoje até a 5ª posição)
1° - Gantuá
2° - Insanos
3º - Giramundo
4º - Rasodacata
5º - Extreme
Dupla:
1º - Calangos
2º - Karrancas
3º - Atlas Brasil Mad Dog
AVENTURE-SE
Quarteto
Makaíra 2
Dupla
Aventureiros do Agreste 2
Quarteto ( Divulgado hoje até a 5ª posição)
1° - Gantuá
2° - Insanos
3º - Giramundo
4º - Rasodacata
5º - Extreme
Dupla:
1º - Calangos
2º - Karrancas
3º - Atlas Brasil Mad Dog
AVENTURE-SE
Quarteto
Makaíra 2
Dupla
Aventureiros do Agreste 2
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Release Desafio dos Sertões 13 a 15/08 134km - Por Luciana Freitas
Só pra começar a conversa, não treinamos quase nada para essa corrida! Tivemos prioridades fora da Corrida de Aventura que não nos permitiram tanta dedicação. Nunca fui tão desorganizada em minha vida! Não arrumei nada com antecedência, não fiz sanduíches gostosos, levei um monte de comida que não gosto, enfim relaxei total! Até mais do que deveria!
Na quinta feira pela manhã começou a correria! Mauro ligou pra avisar que Scavuzzi não correria por problemas pessoais importantes, mas que daria todo o suporte necessário ao atleta que o substituísse. O desfalque nos desnorteou! Ficamos ligando pra Deus e o mundo procurando atleta. Já passava da hora de partir e ainda não tínhamos ninguém! A nossa esperança era Fred querer ir, mesmo sem treinar absolutamente nada, exceto Surf. Dentre outros duzentos compromissos listados, ele tinha o aniversário da fofozinha(diminutivo do diminutivo de vovó) no domingo, e negou veementemente o nosso convite. Já quase sem esperança, Fábio resolveu dar a última cartada com um telefonema que dizia assim: “ Velho! É o seguinte: se arrume que a gente vai passar aí em 40minutos!” Pronto! Fred viajou com a gente.
Equipe: Fábio, Fred, Mauro e Luluzinha que vos escreve.
Acabamos pegando a estrada bem mais tarde do que o previsto e chegamos à noite em Juazeiro. Fomos direto para o checkin. Depois de um jantar com musica ao vivo, nos dirigimos à Mansão de Walter Guerra. Dormimos na suíte Presidencial, na companhia de Artur, rezando pra ele não acordar no meio da noite, já que Waltinho nos deixou com ele de propósito. Estava sem babá! RS!
Só pra fechar esse blá, blá, blá, não deu tempo de fazer nada, dormimos tarde e acordamos cedo, como em todas as provas. E, pra variar, a bicicleta de Mauro veio da revisão com um pneu furado. Coisas de Mauroba!
Briefing e largada na Ilha do Fogo. Corremos uns 3km até o PC1. Natação de 2.4km pelo rio São Francisco. Fred me rebocava, Fábio tirou de letra e Mauro ficava lááá atrás intrigado porque eu tava nadando mais rápido do que ele, já que a sua referência do pior sou eu. RS! Mas chegamos! Chegamos para remar os 12km. Eu e Fábio pegamos os barcos. Mauro e Fred fizeram o rappel, descendo dentro do barco. Daí começou o sofrimento das equipes ultrapassando a gente... Eu e Fábio não estávamos remando muito bem! Nunca remamos juntos antes. Na Ilha do Maroto, no PC4, resolvemos fazer uma troca de duplas. Ficou melhor! Mais igual! Pelo menos conseguimos remar perto um do outro. As ilhas dentro do rio São Francisco têm praia com pedras e areia! Lindas de tanto verde!
De lá, remamos para o PC5 por mais 4km, onde vimos que estávamos em 10º lugar. Saímos então num revezamento de trekking com corrida pra tentar tirar o atraso do remo em relação às outras equipes. No começo era um estradão, corremos até a nossa referência, que era o pico onde estava o PC6, e entramos rasgando mato até a subida. Depois seguimos para o PC7 sem erros, exceto por entrar antes do canal. E foi aí que começou a estória de pular cerca! Quanta cerca a gente pulou! E lá em Juazeiro a cerca é daquelas com 7 fios de arame farpado que até a alma da pessoa tem medo de atravessar. Então pulamos a cerca! Fred já estava planejando como ia atravessar a gente pro outro lado do canal, queria pegar corda, elastic e todos os apetrechos para a gente não ter que voltar. Mas, graças ao meu bom Deus, tinha uma ponte estreitinha que nos levava até o outro lado e o PC foi encontrado num esconderijo secreto.
Depois de muito pular cerca e cortar caminho, terminamos o nosso trekking de 16 km no PC8 em Campo dos Cavalos, onde estavam as bicicletas. Lá estavam Extreme, Gantuá, Insanos, Ospato e outras equipes. Ali percebemos que não estávamos tão ruins assim.
Resolvemos pegar o PC11 pelos 17km de asfalto. E foi ali que meu treino fez falta! Minhas perninhas magricelas não acompanhavam o ritmo, toda hora eu tinha que pedir pra galera diminuir. Fábio puxava o ritmo, Mauro acompanhava e Fred me ajudava com uns empurrões. Já o trecho até Favela foi mais tranqüilo, fora o episódio que vou lhes contar...
Por tratar-se de uma biografia não autorizada, terei que mudar o nome dos personagens para evitar exposições. Inclusive, fui ameaçada de ser eliminada no local onde os fatos aconteceram. RS! E fiquei com muuuito medo!
Estávamos pedalando tranquilamente pela linda floresta de cactus, subindo uma ladeira com uma areia bem fofinha quando de repente ouvimos um grito: “Vou quebrar! Vou quebrar! Vou quebrar!” Pensei que uma bicicleta estava sendo quebrada, mas quando olhei para trás, Freddiosvaldo UgaUga caía preso à bicicleta aos berros com as pernas travadas. Foi trágico! Mauronildo Pernalonga Cuca Fresca tentava acudir. Freddiosvaldo xingava até a nossa última geração porque metemos ele naquela corrida, que ele não tinha treinado, que Fabiolindo Fofinho Boagente não deveria ter esquecido as fórmulas anti-cãimbra. E enquanto Freddiosvaldo gritava, Fábiolindo dizia para Mauronildo mexer na perna de câimbra, alegando não saber fazer essas coisas. Mauronildo, por sua vez, tirava o seu da reta, evitando constrangimento. Chegou a massagear o local sem sucesso. Tentamos dar um gatorade ao rapaz furioso, porém ele só queria ficar sozinho, RS! Mas como era possível?! Enfim, eu resolvi partir pra grosseria! Peguei na perna de Uga Uga e orei fervorosamente: “ Pé de pato! Xocotô! Mangalô três vezes! Sai câimbra que este corpo não te pertence!” E foi daí que as coisas começaram a melhorar! Como um milagre, Freddiosvaldo levantou e começou a andar devagar. Depois começou a pedalar, nunca mais teve câimbra e foi feliz para sempre!
Deixamos as nossas bicicletas em Favela e partimos para outra perna de 20km de trekking. Dessa vez na companhia da dupla juazeirense, Carranca. Os meninos pensaram em desistir, mas foram convencidos a se juntarem a nós para terminarem a prova. Estavam em segunda posição, não podiam nem pensar em parar! Éramos seis! Fizemos um trekking bem bacana até PC11. Nos batemos um pouquinho pra achar, chegamos a parar para um piquenique, depois atacamos o PC e fomos embora. Dali era só azimutar e lascar “in banda” pelos espinhos do sertão. Mauro ainda me inventou de mandar a gente seguir a estrela Dalva. Eu conferia o azimute e os meninos viam se a estrela estava na frente. E fomos andando saltitantes até o PC12...
No 13 pegamos as bikes novamente! O porta-mapas de Mauro quebrou e tive que navegar sozinha! Minha iluminação estava um cocô e, só pra variar, me bati pra enxergar o começo da trilha! Seguimos então pelo caminho das pedras e areias e o dia resolveu amanhecer. Ufa! Eu tive que contar com a ajuda de Fábio para enxergar. Fui super lenta na bicicleta e dei mil e duzentas desculpas. Do PC13 ao 14, foram 22km. O ritmo do pedal melhorou e a dupla ficou pra trás. Quando percebemos, paramos no asfalto pra esperar, dormir e fazer outro piquenique até eles chegarem. O GPS track está de prova! Não deu pra esperar tanto e fomos embora.
O PC15 ficava na beira do rio. As bicicletas ficaram, tomamos um café na casinha ao lado e entramos na água gelada para a natação de 3,6km até a Ilha do Rodeadouro. Fred já entrou batendo os dentes. Eu, Fábio e Mauro parecíamos melhores! Comecei a tremer com 5minutos de natação. Os meus dentes pareciam que iam quebrar e a minha musculatura do pescoço ficou com câimbra. Enquanto me tremia, Fábio curtia a natação e explicava a Fred que ele estava muito magro e, por isso, sentia frio. “Meus pneus estão me ajudando!” –dizia Fábio.
Perto da Ilha tinha uma correnteza que parecia não deixar a gente passar. Eu não agüentava mais tremer, já batia o desespero. A cena foi terrível! Alcançamos uma pedra, onde não conseguia ficar de pé, de tanto tremer. Fred tentava me acalmar e pedia que eu deitasse na pedra quente. Que sufoco! O céu começou a girar, pensei que ia desmaiar, queria sair dali depressa! Só pensava em chegar alguma equipe por causa da minha tremedeira. Levantei num salto pra atravessar o resto de água que faltava até a praia. Àquela altura, os outros já tinham chegado à beira, nos encontramos e festejamos a minha recuperação.
Pensamos em comer na Ilha, mas ninguém tinha dinheiro. Pedi um café numa barraca que me deixou zerada. De lá, fizemos o trecho de remo de 12km até a cidade e depois andamos 1,5 para a chegada em quarta posição na prova.
Bom! A prova foi maravilhosa! Achamos o resultado super merecido! As outras equipes fizeram um ótimo trabalho! Nós nos dedicamos dentro do possível e sabemos que tiramos forças de onde não tínhamos para fazer o melhor!
Beijos! Luciana do Agreste!
Na quinta feira pela manhã começou a correria! Mauro ligou pra avisar que Scavuzzi não correria por problemas pessoais importantes, mas que daria todo o suporte necessário ao atleta que o substituísse. O desfalque nos desnorteou! Ficamos ligando pra Deus e o mundo procurando atleta. Já passava da hora de partir e ainda não tínhamos ninguém! A nossa esperança era Fred querer ir, mesmo sem treinar absolutamente nada, exceto Surf. Dentre outros duzentos compromissos listados, ele tinha o aniversário da fofozinha(diminutivo do diminutivo de vovó) no domingo, e negou veementemente o nosso convite. Já quase sem esperança, Fábio resolveu dar a última cartada com um telefonema que dizia assim: “ Velho! É o seguinte: se arrume que a gente vai passar aí em 40minutos!” Pronto! Fred viajou com a gente.
Equipe: Fábio, Fred, Mauro e Luluzinha que vos escreve.
Acabamos pegando a estrada bem mais tarde do que o previsto e chegamos à noite em Juazeiro. Fomos direto para o checkin. Depois de um jantar com musica ao vivo, nos dirigimos à Mansão de Walter Guerra. Dormimos na suíte Presidencial, na companhia de Artur, rezando pra ele não acordar no meio da noite, já que Waltinho nos deixou com ele de propósito. Estava sem babá! RS!
Só pra fechar esse blá, blá, blá, não deu tempo de fazer nada, dormimos tarde e acordamos cedo, como em todas as provas. E, pra variar, a bicicleta de Mauro veio da revisão com um pneu furado. Coisas de Mauroba!
Briefing e largada na Ilha do Fogo. Corremos uns 3km até o PC1. Natação de 2.4km pelo rio São Francisco. Fred me rebocava, Fábio tirou de letra e Mauro ficava lááá atrás intrigado porque eu tava nadando mais rápido do que ele, já que a sua referência do pior sou eu. RS! Mas chegamos! Chegamos para remar os 12km. Eu e Fábio pegamos os barcos. Mauro e Fred fizeram o rappel, descendo dentro do barco. Daí começou o sofrimento das equipes ultrapassando a gente... Eu e Fábio não estávamos remando muito bem! Nunca remamos juntos antes. Na Ilha do Maroto, no PC4, resolvemos fazer uma troca de duplas. Ficou melhor! Mais igual! Pelo menos conseguimos remar perto um do outro. As ilhas dentro do rio São Francisco têm praia com pedras e areia! Lindas de tanto verde!
De lá, remamos para o PC5 por mais 4km, onde vimos que estávamos em 10º lugar. Saímos então num revezamento de trekking com corrida pra tentar tirar o atraso do remo em relação às outras equipes. No começo era um estradão, corremos até a nossa referência, que era o pico onde estava o PC6, e entramos rasgando mato até a subida. Depois seguimos para o PC7 sem erros, exceto por entrar antes do canal. E foi aí que começou a estória de pular cerca! Quanta cerca a gente pulou! E lá em Juazeiro a cerca é daquelas com 7 fios de arame farpado que até a alma da pessoa tem medo de atravessar. Então pulamos a cerca! Fred já estava planejando como ia atravessar a gente pro outro lado do canal, queria pegar corda, elastic e todos os apetrechos para a gente não ter que voltar. Mas, graças ao meu bom Deus, tinha uma ponte estreitinha que nos levava até o outro lado e o PC foi encontrado num esconderijo secreto.
Depois de muito pular cerca e cortar caminho, terminamos o nosso trekking de 16 km no PC8 em Campo dos Cavalos, onde estavam as bicicletas. Lá estavam Extreme, Gantuá, Insanos, Ospato e outras equipes. Ali percebemos que não estávamos tão ruins assim.
Resolvemos pegar o PC11 pelos 17km de asfalto. E foi ali que meu treino fez falta! Minhas perninhas magricelas não acompanhavam o ritmo, toda hora eu tinha que pedir pra galera diminuir. Fábio puxava o ritmo, Mauro acompanhava e Fred me ajudava com uns empurrões. Já o trecho até Favela foi mais tranqüilo, fora o episódio que vou lhes contar...
Por tratar-se de uma biografia não autorizada, terei que mudar o nome dos personagens para evitar exposições. Inclusive, fui ameaçada de ser eliminada no local onde os fatos aconteceram. RS! E fiquei com muuuito medo!
Estávamos pedalando tranquilamente pela linda floresta de cactus, subindo uma ladeira com uma areia bem fofinha quando de repente ouvimos um grito: “Vou quebrar! Vou quebrar! Vou quebrar!” Pensei que uma bicicleta estava sendo quebrada, mas quando olhei para trás, Freddiosvaldo UgaUga caía preso à bicicleta aos berros com as pernas travadas. Foi trágico! Mauronildo Pernalonga Cuca Fresca tentava acudir. Freddiosvaldo xingava até a nossa última geração porque metemos ele naquela corrida, que ele não tinha treinado, que Fabiolindo Fofinho Boagente não deveria ter esquecido as fórmulas anti-cãimbra. E enquanto Freddiosvaldo gritava, Fábiolindo dizia para Mauronildo mexer na perna de câimbra, alegando não saber fazer essas coisas. Mauronildo, por sua vez, tirava o seu da reta, evitando constrangimento. Chegou a massagear o local sem sucesso. Tentamos dar um gatorade ao rapaz furioso, porém ele só queria ficar sozinho, RS! Mas como era possível?! Enfim, eu resolvi partir pra grosseria! Peguei na perna de Uga Uga e orei fervorosamente: “ Pé de pato! Xocotô! Mangalô três vezes! Sai câimbra que este corpo não te pertence!” E foi daí que as coisas começaram a melhorar! Como um milagre, Freddiosvaldo levantou e começou a andar devagar. Depois começou a pedalar, nunca mais teve câimbra e foi feliz para sempre!
Deixamos as nossas bicicletas em Favela e partimos para outra perna de 20km de trekking. Dessa vez na companhia da dupla juazeirense, Carranca. Os meninos pensaram em desistir, mas foram convencidos a se juntarem a nós para terminarem a prova. Estavam em segunda posição, não podiam nem pensar em parar! Éramos seis! Fizemos um trekking bem bacana até PC11. Nos batemos um pouquinho pra achar, chegamos a parar para um piquenique, depois atacamos o PC e fomos embora. Dali era só azimutar e lascar “in banda” pelos espinhos do sertão. Mauro ainda me inventou de mandar a gente seguir a estrela Dalva. Eu conferia o azimute e os meninos viam se a estrela estava na frente. E fomos andando saltitantes até o PC12...
No 13 pegamos as bikes novamente! O porta-mapas de Mauro quebrou e tive que navegar sozinha! Minha iluminação estava um cocô e, só pra variar, me bati pra enxergar o começo da trilha! Seguimos então pelo caminho das pedras e areias e o dia resolveu amanhecer. Ufa! Eu tive que contar com a ajuda de Fábio para enxergar. Fui super lenta na bicicleta e dei mil e duzentas desculpas. Do PC13 ao 14, foram 22km. O ritmo do pedal melhorou e a dupla ficou pra trás. Quando percebemos, paramos no asfalto pra esperar, dormir e fazer outro piquenique até eles chegarem. O GPS track está de prova! Não deu pra esperar tanto e fomos embora.
O PC15 ficava na beira do rio. As bicicletas ficaram, tomamos um café na casinha ao lado e entramos na água gelada para a natação de 3,6km até a Ilha do Rodeadouro. Fred já entrou batendo os dentes. Eu, Fábio e Mauro parecíamos melhores! Comecei a tremer com 5minutos de natação. Os meus dentes pareciam que iam quebrar e a minha musculatura do pescoço ficou com câimbra. Enquanto me tremia, Fábio curtia a natação e explicava a Fred que ele estava muito magro e, por isso, sentia frio. “Meus pneus estão me ajudando!” –dizia Fábio.
Perto da Ilha tinha uma correnteza que parecia não deixar a gente passar. Eu não agüentava mais tremer, já batia o desespero. A cena foi terrível! Alcançamos uma pedra, onde não conseguia ficar de pé, de tanto tremer. Fred tentava me acalmar e pedia que eu deitasse na pedra quente. Que sufoco! O céu começou a girar, pensei que ia desmaiar, queria sair dali depressa! Só pensava em chegar alguma equipe por causa da minha tremedeira. Levantei num salto pra atravessar o resto de água que faltava até a praia. Àquela altura, os outros já tinham chegado à beira, nos encontramos e festejamos a minha recuperação.
Pensamos em comer na Ilha, mas ninguém tinha dinheiro. Pedi um café numa barraca que me deixou zerada. De lá, fizemos o trecho de remo de 12km até a cidade e depois andamos 1,5 para a chegada em quarta posição na prova.
Bom! A prova foi maravilhosa! Achamos o resultado super merecido! As outras equipes fizeram um ótimo trabalho! Nós nos dedicamos dentro do possível e sabemos que tiramos forças de onde não tínhamos para fazer o melhor!
Beijos! Luciana do Agreste!
Aventureiros fica em 4º lugar no Desafio dos Sertões.
Depois de muito sufoco e algumas horas de prova, a Aventureiros cruzou a linha de chegada em 4º lugar. Foi um resultado bom, tendo em vista a pouca preparação para esta prova. Houve também uma substituição em cima da hora. Fernando Scavuzzi, que por problemas particulares não pode correr, foi substituído por Fred Dortas. PARABÉNS AOS AVENTUREIROS!!!
Classificação
Quartetos
1 - Millennium Daventura Makaíra
2 - Extreme/Datageo/EcoFitness
3 - Gantuá Millennium
4 - Aventureiros do Agreste
5 - Atlas Brasil H2O
Duplas
1 - Oskaba
2 - Carranca
3 - Atlas Brasil Mad Dog
4 - Insanos Cavalo do Sertão
Classificação
Quartetos
1 - Millennium Daventura Makaíra
2 - Extreme/Datageo/EcoFitness
3 - Gantuá Millennium
4 - Aventureiros do Agreste
5 - Atlas Brasil H2O
Duplas
1 - Oskaba
2 - Carranca
3 - Atlas Brasil Mad Dog
4 - Insanos Cavalo do Sertão
Assinar:
Postagens (Atom)





