Retroceder NUNCA, Render-se JAMAIS e Divertir-se SEMPRE!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Release Desafio dos Sertões 13 a 15/08 134km - Por Luciana Freitas

Só pra começar a conversa, não treinamos quase nada para essa corrida! Tivemos prioridades fora da Corrida de Aventura que não nos permitiram tanta dedicação. Nunca fui tão desorganizada em minha vida! Não arrumei nada com antecedência, não fiz sanduíches gostosos, levei um monte de comida que não gosto, enfim relaxei total! Até mais do que deveria!


Na quinta feira pela manhã começou a correria! Mauro ligou pra avisar que Scavuzzi não correria por problemas pessoais importantes, mas que daria todo o suporte necessário ao atleta que o substituísse. O desfalque nos desnorteou! Ficamos ligando pra Deus e o mundo procurando atleta. Já passava da hora de partir e ainda não tínhamos ninguém! A nossa esperança era Fred querer ir, mesmo sem treinar absolutamente nada, exceto Surf. Dentre outros duzentos compromissos listados, ele tinha o aniversário da fofozinha(diminutivo do diminutivo de vovó) no domingo, e negou veementemente o nosso convite. Já quase sem esperança, Fábio resolveu dar a última cartada com um telefonema que dizia assim: “ Velho! É o seguinte: se arrume que a gente vai passar aí em 40minutos!” Pronto! Fred viajou com a gente.

Equipe: Fábio, Fred, Mauro e Luluzinha que vos escreve.

Acabamos pegando a estrada bem mais tarde do que o previsto e chegamos à noite em Juazeiro. Fomos direto para o checkin. Depois de um jantar com musica ao vivo, nos dirigimos à Mansão de Walter Guerra. Dormimos na suíte Presidencial, na companhia de Artur, rezando pra ele não acordar no meio da noite, já que Waltinho nos deixou com ele de propósito. Estava sem babá! RS!

Só pra fechar esse blá, blá, blá, não deu tempo de fazer nada, dormimos tarde e acordamos cedo, como em todas as provas. E, pra variar, a bicicleta de Mauro veio da revisão com um pneu furado. Coisas de Mauroba!

Briefing e largada na Ilha do Fogo. Corremos uns 3km até o PC1. Natação de 2.4km pelo rio São Francisco. Fred me rebocava, Fábio tirou de letra e Mauro ficava lááá atrás intrigado porque eu tava nadando mais rápido do que ele, já que a sua referência do pior sou eu. RS! Mas chegamos! Chegamos para remar os 12km. Eu e Fábio pegamos os barcos. Mauro e Fred fizeram o rappel, descendo dentro do barco. Daí começou o sofrimento das equipes ultrapassando a gente... Eu e Fábio não estávamos remando muito bem! Nunca remamos juntos antes. Na Ilha do Maroto, no PC4, resolvemos fazer uma troca de duplas. Ficou melhor! Mais igual! Pelo menos conseguimos remar perto um do outro. As ilhas dentro do rio São Francisco têm praia com pedras e areia! Lindas de tanto verde!

De lá, remamos para o PC5 por mais 4km, onde vimos que estávamos em 10º lugar. Saímos então num revezamento de trekking com corrida pra tentar tirar o atraso do remo em relação às outras equipes. No começo era um estradão, corremos até a nossa referência, que era o pico onde estava o PC6, e entramos rasgando mato até a subida. Depois seguimos para o PC7 sem erros, exceto por entrar antes do canal. E foi aí que começou a estória de pular cerca! Quanta cerca a gente pulou! E lá em Juazeiro a cerca é daquelas com 7 fios de arame farpado que até a alma da pessoa tem medo de atravessar. Então pulamos a cerca! Fred já estava planejando como ia atravessar a gente pro outro lado do canal, queria pegar corda, elastic e todos os apetrechos para a gente não ter que voltar. Mas, graças ao meu bom Deus, tinha uma ponte estreitinha que nos levava até o outro lado e o PC foi encontrado num esconderijo secreto.

Depois de muito pular cerca e cortar caminho, terminamos o nosso trekking de 16 km no PC8 em Campo dos Cavalos, onde estavam as bicicletas. Lá estavam Extreme, Gantuá, Insanos, Ospato e outras equipes. Ali percebemos que não estávamos tão ruins assim.

Resolvemos pegar o PC11 pelos 17km de asfalto. E foi ali que meu treino fez falta! Minhas perninhas magricelas não acompanhavam o ritmo, toda hora eu tinha que pedir pra galera diminuir. Fábio puxava o ritmo, Mauro acompanhava e Fred me ajudava com uns empurrões. Já o trecho até Favela foi mais tranqüilo, fora o episódio que vou lhes contar...

Por tratar-se de uma biografia não autorizada, terei que mudar o nome dos personagens para evitar exposições. Inclusive, fui ameaçada de ser eliminada no local onde os fatos aconteceram. RS! E fiquei com muuuito medo!

Estávamos pedalando tranquilamente pela linda floresta de cactus, subindo uma ladeira com uma areia bem fofinha quando de repente ouvimos um grito: “Vou quebrar! Vou quebrar! Vou quebrar!” Pensei que uma bicicleta estava sendo quebrada, mas quando olhei para trás, Freddiosvaldo UgaUga caía preso à bicicleta aos berros com as pernas travadas. Foi trágico! Mauronildo Pernalonga Cuca Fresca tentava acudir. Freddiosvaldo xingava até a nossa última geração porque metemos ele naquela corrida, que ele não tinha treinado, que Fabiolindo Fofinho Boagente não deveria ter esquecido as fórmulas anti-cãimbra. E enquanto Freddiosvaldo gritava, Fábiolindo dizia para Mauronildo mexer na perna de câimbra, alegando não saber fazer essas coisas. Mauronildo, por sua vez, tirava o seu da reta, evitando constrangimento. Chegou a massagear o local sem sucesso. Tentamos dar um gatorade ao rapaz furioso, porém ele só queria ficar sozinho, RS! Mas como era possível?! Enfim, eu resolvi partir pra grosseria! Peguei na perna de Uga Uga e orei fervorosamente: “ Pé de pato! Xocotô! Mangalô três vezes! Sai câimbra que este corpo não te pertence!” E foi daí que as coisas começaram a melhorar! Como um milagre, Freddiosvaldo levantou e começou a andar devagar. Depois começou a pedalar, nunca mais teve câimbra e foi feliz para sempre!

Deixamos as nossas bicicletas em Favela e partimos para outra perna de 20km de trekking. Dessa vez na companhia da dupla juazeirense, Carranca. Os meninos pensaram em desistir, mas foram convencidos a se juntarem a nós para terminarem a prova. Estavam em segunda posição, não podiam nem pensar em parar! Éramos seis! Fizemos um trekking bem bacana até PC11. Nos batemos um pouquinho pra achar, chegamos a parar para um piquenique, depois atacamos o PC e fomos embora. Dali era só azimutar e lascar “in banda” pelos espinhos do sertão. Mauro ainda me inventou de mandar a gente seguir a estrela Dalva. Eu conferia o azimute e os meninos viam se a estrela estava na frente. E fomos andando saltitantes até o PC12...

No 13 pegamos as bikes novamente! O porta-mapas de Mauro quebrou e tive que navegar sozinha! Minha iluminação estava um cocô e, só pra variar, me bati pra enxergar o começo da trilha! Seguimos então pelo caminho das pedras e areias e o dia resolveu amanhecer. Ufa! Eu tive que contar com a ajuda de Fábio para enxergar. Fui super lenta na bicicleta e dei mil e duzentas desculpas. Do PC13 ao 14, foram 22km. O ritmo do pedal melhorou e a dupla ficou pra trás. Quando percebemos, paramos no asfalto pra esperar, dormir e fazer outro piquenique até eles chegarem. O GPS track está de prova! Não deu pra esperar tanto e fomos embora.

O PC15 ficava na beira do rio. As bicicletas ficaram, tomamos um café na casinha ao lado e entramos na água gelada para a natação de 3,6km até a Ilha do Rodeadouro. Fred já entrou batendo os dentes. Eu, Fábio e Mauro parecíamos melhores! Comecei a tremer com 5minutos de natação. Os meus dentes pareciam que iam quebrar e a minha musculatura do pescoço ficou com câimbra. Enquanto me tremia, Fábio curtia a natação e explicava a Fred que ele estava muito magro e, por isso, sentia frio. “Meus pneus estão me ajudando!” –dizia Fábio.

Perto da Ilha tinha uma correnteza que parecia não deixar a gente passar. Eu não agüentava mais tremer, já batia o desespero. A cena foi terrível! Alcançamos uma pedra, onde não conseguia ficar de pé, de tanto tremer. Fred tentava me acalmar e pedia que eu deitasse na pedra quente. Que sufoco! O céu começou a girar, pensei que ia desmaiar, queria sair dali depressa! Só pensava em chegar alguma equipe por causa da minha tremedeira. Levantei num salto pra atravessar o resto de água que faltava até a praia. Àquela altura, os outros já tinham chegado à beira, nos encontramos e festejamos a minha recuperação.

Pensamos em comer na Ilha, mas ninguém tinha dinheiro. Pedi um café numa barraca que me deixou zerada. De lá, fizemos o trecho de remo de 12km até a cidade e depois andamos 1,5 para a chegada em quarta posição na prova.

Bom! A prova foi maravilhosa! Achamos o resultado super merecido! As outras equipes fizeram um ótimo trabalho! Nós nos dedicamos dentro do possível e sabemos que tiramos forças de onde não tínhamos para fazer o melhor!

Beijos! Luciana do Agreste!

Aventureiros fica em 4º lugar no Desafio dos Sertões.

Depois de muito sufoco e algumas horas de prova, a Aventureiros cruzou a linha de chegada em 4º lugar. Foi um resultado bom, tendo em vista a pouca preparação para esta prova. Houve também uma substituição em cima da hora. Fernando Scavuzzi, que por problemas particulares não pode correr, foi substituído por Fred Dortas. PARABÉNS AOS AVENTUREIROS!!!

Classificação

Quartetos


1 - Millennium Daventura Makaíra
2 - Extreme/Datageo/EcoFitness
3 - Gantuá Millennium
4 - Aventureiros do Agreste
5 - Atlas Brasil H2O

Duplas

1 - Oskaba
2 - Carranca
3 - Atlas Brasil Mad Dog
4 - Insanos Cavalo do Sertão

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desafio dos Sertões 130km - 13 a 15/08/2010

A Aventureiros do Agreste está pronta para mais um desafio. Hoje a equipe parte para Juazeiro, onde ocorre a 3ª etapa do Campeonato Baiano. As equipe recebem os mapas às 19h e se preparam para a largada amanhã às 09h. Torcemos pelos Aventureiros Mauro, Luciana, Scavuzzi e Fábio que representarão a nossa equipe neste evento. SUCESSO!!!

Distâncias aproximadas:


- Mountain bike: 59 km em duas pernas
- Trekking: 40 km em quarto pernas
- Canoagem: 25 km em duas pernas
- Natação: 6 km em duas pernas (a favor da correnteza)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Capacete evita 85% das lesões na bicicleta.

23 de julho de 2010 0h44 Tweet este Post
Categoria: Geral, Saúde

Felipe Oda

Cair da bicicleta é normal na infância, quando o equilíbrio ainda não está plenamente desenvolvido. Errado, dizem os especialistas, é ignorar as medidas de proteção que podem evitar que o tombo tenha consequências mais sérias que um simples galo ou esfolado. As quedas representam a principal causa de fratura facial em crianças e jovens menores de 18 anos, de acordo com uma pesquisa que acaba de ser concluída pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O estudo, promovido pela Faculdade de Odontologia da Unicamp (câmpus Piracicaba) durou dez anos. Os especialistas acompanharam 757 pacientes e notaram que, nos casos de fratura facial, 98% das crianças não usavam acessórios de segurança, como o capacete. Meninos representam 70% dos casos. O tombo de Raphael de Souza Abreu Lima, 12 anos, combina com essa estatística. Como lembrança do dia da queda, ocorrida dentro do condomínio onde mora, guarda uma cicatriz na testa.


“Ele estava correndo, sem capacete, caiu e bateu a testa na quina da parede. Tive que levá-lo ao hospital porque foi bem feio”, conta a mãe do garoto, a promotora Ana Carolina de Souza, 35. Mesmo depois do acidente, mãe e filho admitem que os itens de segurança não são utilizados. “Como ele anda bem (de bicicleta), não me preocupei. Já é mais crescido, não usa por vergonha”, justifica Ana. “Não gosto de usar. Eles me atrapalham”, completa Raphael. Do estudo, os pesquisadores destacam ainda a posição do Brasil como o país com a maior incidência de traumas maxilofaciais. “A literatura médica prevê algo entre 1% e 14% na faixa etária estudada. Mas, no País, a pesquisa indicou a incidência de 30% de fraturas na mandíbula das nossas crianças”, afirma o autor do estudo da Unicamp, o cirurgião dentista José Luis Muñante–Cárdenas. Segundo ele, o osso facial mais afetado pelas ocorrências ciclísticas é a mandíbula. “Provavelmente pela exposição do osso”, diz.
A coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françóia, estima que 85% dos traumatismos faciais poderiam ser evitados com o capacete. Para ela, o uso dos equipamentos de segurança deveria ser obrigatório em todos os passeios, até no quintal de casa. “O objetivo é proteger a criança. Então, o uso é fundamental. Os pais devem falar dos benefícios e não associar os equipamentos ao perigo”, diz.





A queda de Beatriz Duarte de Oliveira, 8 anos, não convenceu a dona de casa Lailce Garcia Duarte Oliveira, de 49, a adotar o capacete como obrigatório. “Quando ela caiu, até pensei em colocar o capacete, mas desisti. Ela só brinca na quadra do condomínio e comigo olhando”, justifica Lailce. Mais que cortes superficiais e susto, as quedas podem provocar danos permanentes. No caso das lesões faciais, o cirurgião plástico Dov Charles Goldenberg, especialista em cirurgias do crânio e da face do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital das Clínicas, destaca as seguintes sequelas: alteração do crescimento, perda de sensibilidade, mobilidade comprometida e complicações estéticas. “Tudo dependerá do grau de complexidade da lesão”, diz. Para o dentista Waldyr Antônio Jorge, especializado em cirurgia bucomaxilofacial pela Universidade de São Paulo (USP), um trauma na face de crianças e adolescentes costuma ser mais severo que em adultos. “Embora tenham uma reparação mais rápida, a criança e o jovem estão em desenvolvimento ósseo e são mais frágeis que adultos”, garante.




Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/capacete-evita-85-das-lesoes-na-bicicleta/

domingo, 30 de maio de 2010

Aventureiros do Agreste completam a Running Daventura Cross-country 2010.

Todos os atletas da Aventureiros que correram esta prova, completaram os 14km do percurso sem maiores dificuldades. Este tipo de prova serve como treino para o esporte principal da equipe, a Corrida de Aventura. Parabéns Aventureiros!















Aventureiros do Agreste e os atletas da Atlas Brasil.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aventureiros no cross-country Running Daventura 2010.

Os Aventureiros do Agreste estarão presentes na Running Daventura Cross-Country, corrida que acontecerá na Ilha de Itaparica dia 29/05/10. A equipe será formada por 7 atletas que farão o percurso (solo) PRO com 14km. Sucesso aos Aventureiros!!!

Equipe Aventureiros do Agreste na Running Daventura Cross-country 2010 - Itaparica - Ba

Mauro Abram
Gabriela Carvalho
Luciana Leal
Márcio Neri
Fernando Tadeu
Igor Almeida
Lucy Jesus

Release Explorer 22 e 23/05/10 - Sítio do Conde 78km - Por Luciana Leal

Por Luciana Leal

Sítio do Conde 78km, 22 de maio de 2010
Quarteto- Fábio, Márcio, Marcelo e Luciana

Começaremos pelo treino do final de semana antes da prova. Não sei o que seria de nós se Fábio não estivesse há 6 meses sem treinar!! Trilha de bike de 40km: Beleza, quase vomitei! Corrida de 5km: Mole! Mole! Xuxu e Marcelo quase vomitaram! Remo na rua K: “Ah gente.. não vamos não!! Que tal uma reunião aqui mesmo no River Side!?” E lá ficamos conversando. .. rs! Quase treinamos remo!
Pior foi resolver quem navegaria! Fábio caiu fora logo de cara! Teve votação, par ou impar, cara ou coroa!! Brincadeiras à parte, ninguém queria tomar a responsa pra si. Então eu bati o martelo: “todos três navegam, combinado?!” Pedimos 3 mapas.
Fizemos tudo com bastante antecedência, chegamos cedo, planejamos a navegação, jantamos e esperamos a largada sem stresse, exceto pela pessoa que vos escreve é claro! Mas eu disfarço bem! Tava com fome de prova! Sem correr com a Aventureiros desde o ano passado.. numa saudade danada! Sem contar com a responsabilidade de manter o belo desempenho obtido nas últimas provas! Passei a semana inteira sonhando que estava correndo.. “Que loucura!”
Ah! Combinei com Zé(meu anjo da guarda) que subiria no podium nessa prova. Sério!!
Largada, 21h, um, dois, três e já! O bolo de sempre, 16,3km de trekking/corrida. Correndo.. “Eu adoro largar correndo! Eu adoro Corrida de Aventura!”
Vamos lá! Saímos num ritmo confortável.. checando se tava tudo bem.. Corremos os 800m até a entrada da trilha e mato pra dentro! Começamos molhando o pé, alias molhando até o pescoço.. A trilha até o PC1 era toda dentro do charco, cercada por junco. Levei uns rapazes altos pra não precisar nadar, fui rebocada por Fábio na fila de atletas que se formou de um lado ao outro daquela escuridão.
Do PC1 para o 2, fizemos a opção de verificar se dava pra cortar caminho pelo charco. Não dava! Perdemos uns 15minutos e também perdemos todo mundo de vista. Sozinhos, o mínimo que poderíamos fazer era correr até botar os bofes pra fora pra reverter a situação. Foram mais de 15km correndo, PC2, PC3, sem erros. O erro só foi levar a minha lanterna quebrada que apontava a luz pro meu olho. Quebrei a unha do dedão numa topada. Entre os últimos na transição da bike, fomos rápidos, dinâmicos e objetivos!
“Galera!! Agora vamos pedalar porque a gente tem um monte de equipe pegar, uma por uma!” E foi assim que aconteceu nos 38km de mountain bike. Saímos aquecendo dentro da cidade, navegando direitinho(sair de cidade é uma merda mesmo!), passamos a ponte e trilha pra dentro! Era charco, lama, areia, porteira, cavalo, vaca, ladeira, vamos nessa! De vez em quando apareciam umas luzes de equipes saindo dos matos laterais, O PC4 tava numa subidinha no meio da trilha, embaixo de um coqueiro.
No caminho do PC5, empaquei! Pedalamos na trilha no maior pique! Não perdoando vala, descida, nem ninguém! “Acho que fiquei um pouco mais corajosa depois do ECOMOTION” “Não há corrida que não seja uma lição!”. Tínhamos combinado de fazer apenas 2km pelo asfalto e seguir o caminho de trilha com menos ladeira. Só que eu e Fábio-brocador em alta e abridor de porteiras!- passamos do ponto e subimos a ladeira virados na zorra. Xuxu e Marcelo pararam e ficaram gritando pra gente voltar. Eles diziam: “Lu, a gente combinou de ir por aqui!”. E eu dizia que não queria descer e preferia mudar de caminho! Bom!...não demoraram a me convencer, mas, até agora não sei o que deu em mim que não queria voltar de jeito nenhum. Doida!
Encontramos Gilson e Marcelo nesse trecho, em muito outros. O mapa estava muito bom! As medidas batiam direitinho! Beleza! Seguimos para o PC6, onde rolou uma rápida dificuldade na navegação. A trilha parecia ter sumido, pegamos um caminho errado, perdemos um pouco de tempo, equipes foram chegando. Mas conseguimos sair sem levar carneiros.
Tirando os detalhes de navegação que lhe fazem reduzir o ritmo, e que você faz de conta que tem que navegar, e descansa, a coisa foi toda em alta! Entre o 6 e o 7, tinha um trecho de Linha Verde de 1,6km. Fizemos uma fila para aproveitar o vácuo. Fábio desenvolveu uma velocidade tão alta que não deu tempo de avisar que a trilha tinha chegado. Xuxu gritava tanto que fazia eco. Ficamos parados na beira da trilha, vendo aquela luz diminuindo de tamanho, entrando na curva, e... ôpa! Pareceu que ele parou! O farol de virou pra nós! Demorou um pouquinho. E o engraçado é que o dito cujo é tão pilhado que chegou tão rápido quanto foi. Pedala, pedala, passa rio, passa porteira, passa boi passa boiada! Chegamos no PC7. Olha gente! A organização tá de parabéns mesmo! Tudo certinho, tinha água mineral nos PCs, os meninos(gêmeos) se revezaram nos pontos, Diana, Yeddinha, foi tudo ótimo!
Bom! Se a corrida já estava emocionante, a coisa ficou alucinante a partir do PC7. Muitas equipes já tinham ficado pra trás. Uma equipe chegou perguntando por nós! A MassaioQ(de Alagoas) tava em nossa cola. Dalí, pedalamos sem nenhuma noção de perigo! Foi difícil acompanhar! Down Hill louco! Marcando distância... opa! Passamos uma entrada e a medida era ali! Pedalamos 400m, Marcelo e Xuxu(Azimute é com ele mesmo!) conferiram que o azimute mudou! Fábio cheirou o ar e disse todo entendido: “o mar está do lado direito”. Vamos voltar!! Maaassss! A MassaioQ estava pertinho da trilha e acabou nos alcançando. Sem parar de lutar, chegamos até o PC8 na frente, já em segunda posição! Precisamos fazer mais transições como as dessa prova! Deve ter demorado 1 minuto. Marcelo bateu o azimute e apontou pro outro lado!! Estávamos azuados! Rimos depois! E é por isso que se erra na navegação!! Xuxu gritou: “Não é pra lá, não!” Partimos para um trekking em alta! O dia estava ensaiando clarear, apagamos os faróis para despistar a galera que estava na nossa cola! Começamos a andar muito rápido pelo coqueiral, encontramos a trilha batida, corremos. Fábio foi me falar que, se a Equipe de Alagoas ficasse em segundo, a gente ficaria em segundo no Campeonato Bahiano, mas eles ficariam com troféu de segundo nessa prova... huuumm... Virei um bicho! “Galera!! Eu vim aqui pra pegar podium e não vou aceitar perder essa posição.” “Zé!!!! Isso não vai acontecer!!” Pensem numa louca, desvairada!! Pensaram pouco! Eu corria e dizia: “Meninos! Eu sou a mulher da equipe!! Vocês têm que andar mais rápido do que eu!” Foram 6km de trekking tagarelando o tempo todo, correndo. Os quatro pilhados! Todos juntos!
Na natação, o único que parou pra pensar foi Marcelo.. a gente chegou, entrou na água e foi embora nossa viagem! Marcelo não demorou a encostar(nada bem, o miserável!-“do verbo nadar mesmo, viu?!”) e chegamos todos juntos do outro lado. Eu fui segurando no pé de Xuxu! Foram 300m de natação com a correnteza do rio de Siribinha puxando pra o mar. Mas deu tudo certo! Quando saímos da água, a outra equipe estava chegando do outro lado da margem. Mais 2km correndo até o trecho de remo, PC10. Faltava pouco para a prova acabar, mas as coisas poderiam mudar se não fôssemos rápidos!
Ufa! PC10! Não tem nenhuma equipe se aproximando! Putz! Tem que carregar caiaque até ao rio! Que chato! O peso fica maior depois de quase 10 horas de prova! Lá fomos nós! Carreguei com Fábio, pedindo PPU(quem pediu fui eu), de vez em quando, mudando de mão, mas agüentando o tranco. Márcio e Marcelo trouxeram logo o outro, entramos na água e.. caiaque furado! Volta rápido! Pega outro caiaque! Perdemos uns minutos nessa confusão.
Saímos para o remo de 8,5km. Achamos que a correnteza ajudou.. remamos o mais forte que pudemos, pegamos o PC11 e, na volta, cruzamos com a MassaioQ, indo. Em seguida... vem a Extreme parecendo uma lancha, fazendo ondinha, marola, atrapalhando a gente. Mas eles também ainda estavam indo para o 11. Olha! Xuxu disse que foi ali que eu botei a faca nos dentes! E foi! Perguntei quanto tempo, aproximadamente, a gente tinha de distância e remei como nunca fiz em minha vida. Os três?! Nem precisa falar! Foi um remo de tiro! Lembrava de Naru, que me ensinou a fazer tiro de remo lá na Pituba, antes do Ecomotion(quanta coisa boa esse Ecomotion me trouxe!).
Paramos no PC12, já sabendo o que fazer e pra onde correr. Eu falava pelos cotovelos! Parecia que tinha engolido uma vitrola! E corria feito louca! “Galera!! A gente vai ter que correr! Só faltam 7km!”
Comecei a azuar os meninos! Não sei como me agüentaram! Deve ter sido um saco me ouvir falando o tempo todo. Pareciam sempre calmos. Fábio chegou a pedir pra eu diminuir, dizendo que Xuxu poderia desmaiar!! Eu não conseguia imaginar que Xuxu poderia desmaiar, ele não tava com cara de quem ia desmaiar!! Pedia desculpas e tocava a falar de novo! Marcelo, de vez em quando, olhava pra trás pra ver se vinha alguma equipe. O estradão era longo, o sol estava de lascar, a água já acabava, a comida também, parecia que não chegava nunca! Corríamos no plano e nas descidas, e andávamos rápido nas subidinhas. E ainda encontramos uma mangueira, jorrando água na entrada de Sítio do Conde. Tomamos um banho e continuamos a nossa caminhada triunfal até o Pórtico de chegada, onde caímos por lá mesmo de êxtase de cansaço e felicidade!
Muito legal estar de volta! Foi uma prova suada, no sentido literal da palavra!
Meninos! Xuxu, Marcelo e Fábio! Calmíssimos, tranquilésimos! Foi um maravilha correr com vocês! Que prova! Foi muito bom! A equipe foi super tranqüila, fizemos o nosso trabalho direitinho!
Nossa vitória é dedicada aos nossos mais de 20 Aventureiros que ficam ligados na prova, ansiosos, torcendo para que tudo dê sempre certo! O Podium é nosso!

Até a próxima!

Luciana Penélope Aventureiros do Agreste

Release Explorer 22 e 23/05/10 - Sítio do Conde 78km - Por Fábio Neri.

Por Fábio Neri

Equipe formada, ninguém totalmente treinado, mas com muita vontade de um resultado expressivo.

Batemos o PC1 depois de passar em fila indiana, com várias equipes, por um "pântano" com água no pescoço! Isso pra mim não tem preço, o resto vc paga com MasterCard. rs
Tentamos dar o "pulo do gato" logo no começo, mas ao chegar no local vimos que era praticamente impossível passar e resolvemos voltar e seguir o caminho mais certo. Nisso passamos pra último. Aí nossa incansável e falante ( como é que essa mulher consegue fazer tanto esforço e falar ao mesmo tempo?! ) capitã, nos ordenou que fôssemos pegar as equipes uma a uma, e recuperar o tempo perdido.
14 km correndo, e conseguimos pegar algumas equipes. Transição corrida/bike, enche os camels, coloca sapatilha, comida na mão, partimos socando na bike.
Pc sei lá qual, igreja, ouço uma voz com sotaque pernambucano perguntando pro PC, assim que saímos, se era a Aventureiros. Iiiiiii, equipe na nossa cola, disputando posição, me deixou mais pilhado ainda. Resultado, bike mais forte do que estava, todo mundo aguentando sem desmaiar, estava ótimo!!!
Mas não era que os pernambucanos pedalavam muito bem. Depois de uma sessão desgastante de montanha russa, paramos um minuto pra navegar e os bichos chegaram! E o pior, viram a gente entrar no local que muitos só acharam depois. E pra nossa surpresa e empolgação, ao chegar no PC, só vimos 6 bikes ( quarteto Makaira e dupla Gantuá ).......Aventureiro s em 2º lugar !!!!
Partimos loucamente pro trekking, ritmo muito forte, areia, areia e muita areia....... e o capitão pernambucano só gritava com a equipe pra tentar acompanhar a gente....... em vão, matamos a 1ª equipe !!!
Travessia de rio com correnteza, difícil , mas deu pra refrescar. Partimos pra mais um trekking/corrida de 2km ( acho eu ) pra pegar os caiaques. Desgaste pra carregar os caiaques e Marcelo descobre a tempo que um estava furado. Vamos lá trocar o caiaque.
Remamos bem até o PC, mas ao voltar, já com uns 20 minutos de vantagem nos deparamos com os pernambucanos e com uma lanchinha chamada Extreme ( parecia que os caras tinham motor de polpa ). PQP, FÚ ..... agora vai todo mundo direto pro hospital depois da chegada, pois não vamos perder esse 2º lugar depois de muita luta ( pensei ).
Remamos, remamos, remamos..... .e fomos pra etapa final . E que etapa! Estresse físico ( só Lú parecia inteirassa : querendo correr como se fosse o inicio de uma prova, falante e saltitante ainda. Como consegue !!??? ) , além do estresse psicológico, pois sabíamos que a Extreme vinha virada na porra pra engolir a gente.
Que tensão, que loucura, que pórtico longe, que tempo interminável. .....Mas como falei no começo, isso não tem preço! Viver uma aventura dessa e acabar com uma sensação de vitória, isso é impagável !!! Ah, já ia esquecendo, matamos a 2ª equipe, a Extreme.
Lú, Márcio e Marcelo : foi um enorme prazer correr com pessoas do bem, com 3 excelentes navegadores e amantes da corrida de aventura. Todos deram o máximo de si, pra essa conquista fantástica que vai ficar gravada pra sempre na cabeça de nós quatro.

Aventureiros : nós temos uma equipe de ponta! Os resultados estão aí pra provar.

Abs,

Fábio Neri

Aventureiros do Agreste sobem no pódium mais uma vez.

A Aventureiros conquistou o 2º lugar na Explorer, prova válida pela segunda etapa do Campeonato Baiano de Corrida de Aventura. A prova também somou pontos para o RBCA (Ranking Brasileiro de Corrida de Aventura). A prova ocorreu nos dias 22 e 23 de maio e teve um percurso de 78km. Após ter batido o 2º e o 3º PC em 13º lugar, a Aventureiros se recuperou e conquistou a 2ª colocação de forma brilhante. "Nossa equipe tem uma qualidade especial, o companherismo", declarou Marcelo Azoubel após a prova. Parabéns Aventureiros! Vamos continuar neste ritmo para as próximas provas.


Resultado Explorer 22 e 23/05/10 - Sítio do Conde

Quarteto


1° Millennium Daventura Makaira
2° Aventureiros do Agreste










3° Extreme
4° Massaio-Q
5° Insanos Millennium Adventure
6° Giramundo
7° Raso da Cata


Dupla

1° Gantuá Millennium Tia Sônia
2° Maré Alta
3° Calangos
4° Oskaba
5° Sparta
6° Atas Brasil Mad Dog
7° Millennium Daventura Makaira 02
8° R2 / Companheiros
9° Ecotrip
10° Ecotrip 02
11° R2 / Companheiros 02

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aventureiros do Agreste pronta para a Explorer - 22 e 23/05/2010 78km

Após 2 corridas seguidas sentindo o gosto do pódium (2º e 3º lugar), a Aventureiros se prepara para mais um desafio. Nesta prova a equipe será representada por Luciana Leal, Márcio Neri, Fábio Neri e Marcelo Azoubel. A prova será realizada na localidade de Sítio do Conde e contará como a 2ª etapa do Campeonato Baiano. Desejamos sucessos aos Aventureiros. Que venha mais um pódium!!!