Retroceder NUNCA, Render-se JAMAIS e Divertir-se SEMPRE!

domingo, 4 de novembro de 2012

Aventureiros do Agreste no Desafio dos Sertões

Por Luciana Freitas

Chegar a Juazeiro e Petrolina sem lembrar a música de autoria do saudoso Luiz Gonzaga é quase um crime!
   “Todas duas eu acho uma coisa linda. Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina!”.
   Estivemos nas duas durante o Desafio dos Sertões! Gosto do nome! DESAFIO DOS SERTÕES! É desafiador!
   Pra começar a conversa, tivemos dúvida se caberíamos os quatro e toda aquela tralha no carro de Marcelo. Deu certo, na medida do possível! Viramos sardinhas enlatadas, mas deu! Filomena, a minha bicicleta, viajou sem os pneus dentro do carro e as outras ficaram no rack do lado de fora. Os remos também foram por cima do carro... E fizemos uma ótima e divertida viagem!
   Feliz por relembrar nossos velhos tempos de Aventureiros do Agreste! Sempre nos revezamos nas corridas e fazia tempo que tinha corrido com essa formação: eu, Marcelo, Scavuzzi e Mauro. Fazia anos! A última vez foi numa prova cheia de lama em Saubara... Sim, acho que foi! Os meninos são muito tranquilos e aguentam muito bem o tranco de correr com uma mulher que fala o tempo todo e se mete em tudo. Eu, definitivamente, não sou uma mulher igual! Aliás, ninguém é!
   Pegamos Mauro bem cedinho em Feira de Santana e seguimos para Juazeiro...
   As bicicletas foram deixadas em Petrolina, no lugar indicado pela organização, com mais umas coisinhas pra comer e beber quando passássemos durante corrida. Depois fomos à casa dos amigos de Marcelo, que nos deram um suporte em Petrolina. Um agradecimento especial aos amigos dele que, agora, são nossos também.
   Tudo aconteceu no Centro de Cultura de Juazeiro, onde havia fotógrafos, repórteres, atletas, amigos e curiosos. E nós agradecemos ao Organizador do Desafio dos Sertões, Walter Guerra, que sugeriu o rango e emprestou seu nome pra gente pedir uma pizza muito gostosa e comer em plena plateia, com as mãos mesmo e a coca-cola no “gargalo”. Desculpem, mas é assim mesmo! A gente de despe de qualquer padrão quando vai fazer uma corrida! Desde que sai de casa, qualquer tipo de exigência pode parecer frescura. Se der pra lavar as mãos, ótimo! Se não der, ótimo também!
   Largamos às 21h da sexta-feira, numa corrida paralela de 5km que encheu as ruas de Juazeiro de atletas. Misturados, corremos os 5km e seguimos pela noite afora, remando pelo “Velho Chico”, já conhecido nosso de outros carnavais.
   Nosso remo de 16km até que não foi dos piores, tendo em vista que não treinamos a modalidade. Só que eu e Marcelo não acompanhamos muito bem o ritmo de Mauro e Scavuzzi. De qualquer forma, a previsão de tempo foi superada e não ficamos muito atrás das outras equipes.
   A lua veio nos acompanhar por toda a noite estrelada naquele Rio São Francisco que mais parece o mar. Linda lua amarelada, com uma estrelinha pendurada! Parecia diferente do habitual. O Velho Chico tem ondas em alguns lugares e um vento contra que aparece de vez em quando. Mas, ele estava até calmo!
   Em Petrolina, nossa transição no PC4 (chegada do remo para começar a bike) lembrei do meu perrengue no Desafio de 2010, quando tive uma hipotermia em plena natação. Dessa vez, eu e Marcelo sentimos muito frio. Numa tremedeira daquelas que os dentes não param de bater e o corpo fica descontrolado, a gente andava de um lado pro outro e se mexia como podia. Acabei tendo que ajudar Marcelo primeiro, agindo como uma pessoa experiente em hipotermias, RS! E isso até me fez melhorar. Colocamos o anorak e a situação aos poucos foi controlada.
   O trecho de bike para os PCs 5 e 6 foi desconcertante! Um pedal super travado, cheio de areia fofa, onde as equipes se misturaram e tinha gente caindo pra todo lado. Não conseguia acompanhar meus amigos e muitas vezes nem sabia onde estavam. Talvez esteja precisando de óculos, mas, mesmo com uma iluminação boa, era difícil controlar e entender onde começavam e terminavam as caixas de areia. Talvez esteja precisando de técnica... Fiquei pra trás mesmo...
   Com toda lerdeza, não cai nem abracei mandacarus. Mauro quem gosta de abraçar mandacarus, rs! Ninguém nem viu os mandacarus que margeavam a trilha. Ele os abraçou. E cai parecendo uma jaca pra todo lado que vai! A gente acha graça!
   Muitas bicicletas já estavam estacionadas pela fazenda quando chegamos ao PC6, onde deixamos nossas coisas e começamos o trekking. Que, por sinal, foi uma brincadeira de subir morros. Enquanto o pedal era plano e travado de areia, pedrinhas e costela de vaca, o trekking era só subida de morro. Eu gosto de subir!
Modéstia à parte, fizemos um trekking muito bom! Muitas equipes estavam espalhadas no pé do morro, sem encontrar a entrada da trilha. Dava pra ver o mundo de luzes espalhadas na escuridão. Nós chegamos ao ponto de ataque, simplesmente, nos espalhamos os quatro, encontramos a trilha, nos juntamos e subimos sem demora. E lá em cima foi a mesma coisa. Toda vez que a trilha sumia pelos lajedos, nos espalhávamos rapidamente. Assim, fomos o primeiro quarteto a pegar o PC7B.
   Preferimos dar a volta pelo estradão pra pegar o PC8. Essa prova deveria se chamar Desafio dos Setecentos Morros, de tanto morro! Então, chegamos à frente do Morro da Santa ainda de madrugada. Mauro sacou logo que era ali a subida! Descreveu o costume da região e comentou que os fiéis deveriam fazer algum tipo de penitência ao subir até o topo. Confiamos e subimos a escadaria como os devotos. No fim das escadas tinha um começo de trilha com toda sinalização necessária para uma subida segura, indicando distância, altitude, direções, conforme descrição do nosso capitão. Eu subia, imaginando as beatas pagando promessas, coitadinhas, subindo de joelhos, cansadas, parando para respirar. Viajei mesmo! E o PC 8 estava lá, depois da penitência toda, com a cara de descarada dele, RS!
   O sol deslumbrante, lindo de viver e de ver, já começava a aparecer enquanto descíamos do Morro da Santa e atravessávamos a pista de asfalto, em direção ao desafio de número 9... Outro morro. Dessa vez a gente não teve tanta facilidade de encontrar a trilha e, para adiantar, resolvemos bater um azimute e rasgar pelo mato naquela paisagem empoeirada. Os arbustos do sertão se curvavam à nossa passagem. Os galhos, de tão secos, pareciam queimados, enfraquecidos com a falta de chuva. Os mandacarus eram o que havia de mais verde e o que defendia a vegetação de nós, invasores. Machucamos-nos um pouco, só um pouco! Nós também somos agrestes como a vegetação. Somos Aventureiros do Agreste!
   Caímos na estrada que descia para o PC 10, no encontro da trilha para o PC9. A Kaaporas passou em nossa frente e seguiu (Luis Célio e Eduardo estão jogando duro nas Corridas de Aventura!). Depois de nos desvencilhar de toda aquela vegetação, passar por pedras, gravetos secos, espinhos e mandacarus, e subir bastante, é claro, encontramos o PC escondido atrás de uma pedra enorme. (Esse pessoal se esconde mesmo!).
   Dali em diante, a coisa seria mais fácil se o sol não castigasse tanto e a poeira não estivesse entranhada pelos nossos poros. No final de tudo sairia um caldo de caranguejo na hora do banho mas, isso é só um detalhe pós-prova.
   O PC10 era único posto de controle de trekking localizado num lugar plano. Encontramos a pessoa do PC sofrendo com o calor, sem camisa, rodeado de copinhos vazios de água mineral, numa situação tão difícil quanto a nossa, RS! Soube que teve PC pedindo resgate!
   De lá, pegamos a estrada, passamos numa vendinha pra comprar suprimentos e seguimos para o PC11. O sol estava escaldante e fizemos uma estratégia de cortar caminho pelo morro para alcançar o PC mais rápido. Só que acabamos passando da entrada e a coisa demorou mais do que o esperado. Bom que Mauro fez umas triangulações e acabou nos colocando no ponto certo de mapa. E isso nos pôs no caminho certo outra vez.
   Nosso amigo Paulo Neves estava no PC11 com umas bebidas ultra geladas. E biscoitos também! Outras pessoas também estavam por lá e nos deram um incentivo bem bacana! A fofa da Vanessa veio falar comigo que era minha fã por eu navegar em Corrida de Aventura. Achei tão bonitinho! Mas, Vanessa, pode ter certeza de que, além de ter conquistado espaço e confiança dentro da equipe, corro com pessoas muito especiais, que valorizam e também me chamam atenção quando titubeio. Foi uma conquista lenta! É muito difícil ter segurança no meio de tanto macho, onde já há o paradigma que os homens que navegam e ditam os caminhos da equipe. A gente, hoje em dia, consegue dividir as tarefas e todos sabem o que fazer. De vez em quando a gente faz um monte de besteira, mas, pro tanto de treino, nossos resultados são muito bem vindos! Além disso, acho muito legal quando um deles solta um “E agora Lu? Pra qual lado a gente vai?”.
   Demoramos pra caramba na transição! Tempo suficiente pra chegar um monte de equipes. E ainda ficamos um tempo, decidindo qual trilha seria a opção com menos areia pra gente se lenhar.
   Sei que no caminho para o PC 12, a bicicleta de Scavuzzi estourou o pneu dianteiro. Ninguém entendeu nada! Um pneu de Notubes, sem câmara, um rasgo enorme, longitudinal. A princípio pensamos que a prova terminaria ali. Marcelo esfregou as mãos e agradeceu a Deus, enquanto eu imaginava os quatro chegando ao último PC de bike, empurrando as bicicletas. Só que cada um teve uma ideia para resolver o problema. Colocamos uma câmara normal, forramos o rasgo com a lona da plaquinha da bike (igual a do mapa), tiramos o pito. Depois de encher o pneu, ainda enrolamos a parte rasgada com silvertape, só pra garantir que o rasgo não aumentaria. E continuamos a prova como se nada tivesse acontecido. Criatividade é o que não falta nessa equipe!
   O PC 12 e o 13 foram bem tranquilos de achar. Foram 30km do 11 ao 13. Como nosso pedal já não estava essas coisas todas, o pneu estourado nos atrasou um pouco mais. Também passamos num posto de gasolina depois do PCV 12 para comer misto quente. Aproveitamos pra chupar picolé de uva e ficamos por ali a papear um pouco pra não perder a essência das "viagens" que essa equipe doida faz no meio da prova.
   As bicicletas ficaram estacionadas no PC13, enquanto subimos mais um morro para fazer o trekking até o 14 e voltar. Era uma subida boa e longa, mas o PC estava depois da subida, no final da descida. Ou seja, do outro lado da montanha. Mas, foi só andar muito, muito mesmo, só 3km, e chegar lá!
   Mauro reclamava que não estava bem desde os dois últimos PCs. Na volta do 14, a coisa começou a piorar. O PC era num restaurante do vilarejo, onde tinha gente da organização, atletas e pessoas comuns. Mauro começou a tossir, o vômito veio e encheu sua boca. Conseguiu prender e correu pra um lugar melhor. Enquanto ele vomitava, as pessoas nos olhavam sem entender porque continuamos fazendo o que estávamos fazendo, sem acudir nosso amigo. Mauro fazia um barulho terrível, vomitando, enquanto eu e Scavuzzi falávamos do conteúdo do vômito (rsrsrs!) e refletíamos que botar pra fora aquelas porcarias todas faria um bem danado pra ele.
   E fez! Sei que, quando o rapaz terminou de vomitar, passou a mão na boca e disse que tínhamos que ir, pois estávamos demorando muito! Obedecemos!
   Nosso pedal de mais 30km do 15 ao 16 entrou pela noite e não me lembro de ter sentido tanto sono nas corridas que fiz, quanto neste dia. Aliás, nesta noite. Chegamos ao PC 16, deixamos as bicicletas, comemos um pouco e fomos remar até a chegada.
   Vixe! Que sono! Dormi remando várias vezes! Coitado de Marcelo! Minha contribuição nessa perna de remo foi medíocre! Tive alucinações e, só pra dar uma ideia da situação, vi um caminhão baú metálico no meio do rio, com uns homens colocando carregamentos. Também passou um homem andando sobre a água em minha frente usando uma túnica branca. E, se tivesse alguma equipe por perto, seríamos ultrapassados, sem dúvida!
   Parecia interminável aquele sofrimento, que não era dor. Era uma luta para manter a postura, para manter os olhos abertos, para remar e ajudar meu amigo a chegar ao final da prova. Mas, terminou, como sempre! Quem faz Corrida de Aventura sabe que uma hora acaba, basta ter paciência.
   Nossa chegada foi comemorada por nós mesmos! O PC dormia naquela madrugada fria. Fiquei imaginando o sofrimento deles. Marcelo e Scavuzzi foram se esconder do vento frio, atrás do balcão do restaurante, enquanto tentávamos achar o PC da chegada em algum daqueles carros, no décimo segundo sono, RS! Achamos, registramos nossa chegada e fomos pra casa dos amigos tomar banho e dormir, com direito a uma paradinha pra comprar um sanduba bem gostoso pra rebater a bagaceira!
   Só para finalizar a conversa, quero dizer umas poucas palavras! Mapa impecável, prova brilhante, glamourosa e elegante. Também agressiva, desgastante, dolorosa e empoeirada do jeito que a gente gosta! E que bom que tem gente nova e tem dinossauros! Que bom ter amigos tão queridos, com os quais posso correr e me divertir muito! Que bom que pude viver mais essa grande aventura! O Grande Desafio dos Sertões! Melhor! No "frigir dos ovos", pegamos um pódium de terceiro lugar, só para compensar o sofrimento. Viva nóis!
   Beijos e até tantas outras!
   Luciana do Agreste
   Retroceder Nunca, Render-se Jamais e Divertir-se Sempre- Esse é o nosso eterno lema! Pode até doer, mas a gente não desiste e dá risada pra caramba!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lu do Agreste é 1º lugar na Orientação!

No último domingo, 04 de setembro, a atleta do Agreste Luciana Freitas ficou em 1º lugar na 3ª etapa do Campeonato Baiano de Orientação. A atleta, que já navega durante as corridas de aventura, foi para Feira de Santana buscar mais um título para a sua coleção. Parabéns Lu!


Luciana Freitas no lugar mais alto do pódium

terça-feira, 26 de julho de 2011

Teste ECOHEAD - Produto Ecologicamente Correto

Por Fernando Tadeu
ProAtiva me forneceu para teste o ECOHEAD e eu o testei durante um treino de corrida de 10km. O ECOHEAD é uma bandana unisex, feita de garrafa pet, que serve para ser utilizado, em vários formatos, na cabeça e no pescoço. Durante a corrida, em alguns momentos cheguei a não perceber que estava utilizando o  ECOHEAD (usei com o formato de gorro sob o boné), devido a sua leveza e conforto. O suor que durante a corrida escorre pelo rosto, foi reduzido significativamente devido ao ECOHEAD. Além de todo este conforto, o tecido da ECOHEAD possui tecnologia para não deixar mau cheiro e é um produto muito bonito . Um excelente produto!

Acessem o site do ECOHEAD para maiores informações






segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ação Social Running Daventura 2011.



Mais uma vez a parceria Daventura e Aventureiros do Agreste deu certo. Fomos até Mata de São João, onde houve distribuição de escova e pasta de dente e também foi passado um video educacional. A ação foi comandada por nossa dentista Aventureira Luciana Freitas e auxiliada pelo Aventureiro Fernando Tadeu. A ação foi um sucesso, a criançada adorou a chegada dos atletas que foram com os equipamentos de mountain bike. Agradecemos a Daventura pelo apoio de sempre.


 
 


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Feijoada Ecomotion! CANCELADA DEVIDO AS FORTES CHUVAS NA CIDADE.

Galera boa!

Domingo, dia 1º, vai ter feijoada de Confraternização da Aventureiros do Agreste!
Começa às 11h, na casa da nossa amiga Tila, em Buraquinho.
Endereço: rua José Carneiro de Azevedo lote B quadra 16. Cond Portão do Sol. Entrando em direção à praia de Buraquinho, fica do lado esquerdo, antes do primeiro quebra-molas.
Vai ter piscina, conversa boa e Mauroba tá bolando pequenas aventuras pra animar a farra!
Valor R$ 30,00 adulto e R$ 20,00 criança
O refri e a água ficam por nossa conta! Quem quiser levar outra bebida, a gente bota pra gelar, ok!?
Estamos aguardando vocês! Será um domingo diferente!


Beijos!

Luciana- Aventureiros do Agreste- (atleta e gerente da área de comunicação e eventos nas horas vagas, rs!)
 
 

sábado, 23 de abril de 2011

Release Aventureiros do Agreste no Ecomotion/Pro 2011 - Por Luciana Freitas

“-A EQUIPE AVENTUREIROS DO AGRESTE DA BAHIA!! LUCIANA, FREDERICO, FERNANDO E MAURO !!”







Foi assim que fomos apresentados por aquele locutor de voz possante! Os repórteres correram em nossa direção pra filmar o balançar das nossas bandeiras da Bahia e da Millennium! Emocionante! Assim é o ECOMOTION!

A abertura foi no sábado à noite com apresentação de filme das últimas edições, música baiana, Pedro Álvares Cabral bem teatral, dança indígena. Subimos no palco pra dançar com a banda, pulamos alegremente e voltamos ao hotel para última noite de cama quentinha antes da largada.
Domingo pela manhã, tomamos o último banho descente da semana e seguimos até a Passarela do Álcool para encontrar o comboio terrestre que iria até Prado. Os atletas de bike e o apoio de carro. Não cabia tudo dentro do carro. O ônibus também não coube todo mundo! Eu e Fred, mais meia dúzia de atletas, esperamos por horas até que outro ônibus aparecesse para nos resgatar. Enquanto isso, deitamos numa esteira, conversamos com os outros atletas e comemos castanhas, pastel do amor e outros petiscos.
Em Prado, na Arena exclusiva do Ecomotion, os meninos já estavam com os mapas, navegando. Almoçamos e nos juntamos ao grupo. Mas, não deu tempo de planejar tudo. A organização mandou parar tudo às 17:30h. Todos deveriam estar no cais, prontos para começar o jogo. Que, aliás, já tinha começado!
Então o banho foi aquele que tomamos de manhã mesmo? Foi sim! Vestimos nossos uniformes e fomos para o cais. Tava tão azuada que nem tive tempo de contemplar a viagem! Sei que chegamos numa ilha onde fica um Hotel lindo chamado Ecoresort La Isla. E a recepção foi linda também! Lembram daquele filme Ilha da Fantasia? Só faltou o anão. Baianas, índios e próprio dono do hotel vieram nos dar boas vindas e nos aplaudir. Entremos então?!
Briefing técnico, jantar de massa, muita massa! Despedimo-nos do nosso apoio e fomos para aquela escuna abarrotada de atletas. Ocuparam lugar para eles e para os seus remos. Inicialmente, ficamos ali, em pé, olhando a situação. O chão com atletas e os bancos com remos. E ninguém tirava os remos do lugar. E nós estávamos ali, em pé, esperando uma iniciativa. Enfim, pedimos que os remos fossem retirados e nos acomodamos muito mal nos bancos laterais da escuna, sem nenhum colchonete.
Tomamos um remedinho para não enjoar. A noite em alto mar, dentro da escuna não foi uma tragédia, embora não tenhamos dormido quase nada. Senti muito frio! Sofremos com nossos ossinhos na dureza da acomodação. Às 4 da manhã deu uma chuva danada! Tivemos que sair rápido para o abrigo perto dos banheiros. E encontrei um buraco por ali onde cabiam os quatro. Só depois percebi que o lugar era do amigo da Insanos que tinha ido ao banheiro. Mas, ele acabou cedendo lugar pra nós, na maior gentileza. Já tinha dormido bastante, provavelmente. Descansamos mais um pouco e levantamos com o barulho de um som bem alto. Bom despertador!
Segunda-feira! Parecia um milagre: levantei disposta! Pronta para a corrida! Então cada dupla desceu num barco nos arrecifes das Guaratibas. Os atletas com os remos para cima, um helicóptero veio da terra, vários rasantes na água, deu três voltas em torno no aglomerado de barcos e foi dada a largada em direção ao Monte Pascoal! Só esqueci-me de gritar “TERRA À VISTAAAA!”.
Passamos, então, pelo PPO, entramos no trecho do rio e seguimos para a terra, em Prado, onde estava o PC1. Encontramos nosso apoio, comemos um pouco e seguimos para nosso trecho de 33km de bike pela estrada que beirava o mar até CUMURUXATIBA. O mar do Extremo Sul é uma lindeza só!
De lá, trekking de 80km até o PC7,que tirou várias equipes da prova. E lá fomos nós pela estrada afora! Andamos, andamos e andamos! Foi uma andança que não acabava mais! E o melhor é que curto cada segundo disso tudo! Penso na prova por partes e acabo nem percebendo o tempo passar.
Optamos por fazer uma parte pela estrada e outra pela areia da praia. As paisagens daquelas praias são de tirar o fôlego mesmo! Demos entrevistas a passos rápidos! Conversamos um bocado. Na hora de atravessar os rios, Mauro me carregava pra eu não molhar meus pés. RS! Depois achei melhor não pedir tanto ao rapaz! O trekking de 80km já exigiria bastante de nós. E eu ainda inventando de ser carregada! Muita mordomia!
O PC3 estava bem ali, a 13km do PC2. Num sombreiro, olhando a paisagem, vislumbrando o mar. O 4 era pra ver a cor da porta do farol na Ponta do Corumbau. Mais 15km! Vimos e sentamos pra comer uma carne de sol com feijão e arroz num restaurante bem aconchegante. Já era noite, faltavam 50km de trekking mato adentro. Precisávamos comer comida de verdade, tomar um café com leite bem gostoso e usar um banheiro de verdade. É ótimo achar um banheiro limpinho numa prova dessas!
Revigorados, partimos para o PCV5, a nada menos do que 35km dali. Naveguei esse trecho todo! Fred e Scavuzzi ficavam toda hora perguntando se faltava muito pra chegar, igualzinho aqueles filhinhos que viajam com os pais. Aí eu dizia: “Vai chegar quando chegar!”. Sabe o que mais!? Achei tudo tão legal! Naveguei direitinho! Fiquei toda feliz em guiar a equipe. Nem sei a que horas chegamos ao PC5. Sei que chovia e senti muito frio. O anorak não dava conta. Meus dentes batiam. Sentia muito sono quando parava. Vimos quantos degraus tinha na igreja e paramos para comer um macarrão na vendinha da esquina. Eles tinham água de côco e água de bacia pra lavar nossos pés. Achei aquele gesto tão fofinho! O vilarejo nos esperava e, provavelmente, os mais de 100 atletas tiveram o mesmo tratamento. Mas, fomos embora debaixo de chuva, sem demora, senão o frio ficaria insuportável com o corpo frio. De lá para o Monte Pascoal, só 14km.
Tudo certinho e.. putz! Titubeei na navegação, faltando apenas 4 km para o nosso destino. Perdemos um tempinho, fomos e voltamos, depois seguimos para o famigerado Monte Pascoal. Subida de 1200m só pra finalizar um trekking de 80km, com o dia já claro. O lugar era bastante escorregadio e bem íngreme! Mata bem preservada! O Monte Pascoal virou reserva florestal cuidada pelos índios. E os PCs eram índios. O cacique estava lá em cima. O outro índio tinha penduricalhos pelo rosto, tudo furado! Boca, orelha, nariz! Dava até agonia de olhar! Os meninos apreciaram a linda vista, mas eu só queria descer e chegar ao PC 7. Queria banho, comida, roupa limpa. Só! Necessidades básicas, sabe!? Corredor de Aventura sabe bem o que é isso. Tava sem tomar banho desde o domingo de manhã. Era terça-feira! Imaginem o fedor das camisas desses meninos!? Eu não!! Sou muito cheirosa!
Nosso apoio nos esperava de braços abertos com comidinha gostosa, coca-cola geladinha e tudo que a gente tinha direito. O lugar de tomar banho foi um tanque de Eternit numa área aberta na lateral de uma casa, com uma água fria de doer os ossos. Foi até bom que anestesiou mais. Tomei banho de calçolão mesmo, sem nem me preocupar com quem passava. Parecia que eu tava de biquíni preto. A gente perde até a compostura depois de um trekking de 80km. Precisava tomar banho. Pronto! Mas, é claro, que os meninos não perderam a oportunidade de me sacanear. Disseram que viram de longe, uma bonitona tomando banho, mas, quando vieram olhar mais de perto pensaram: “-Ah! É Lu! Nem tem graça!”
Mauro teve a brilhante idéia do “caminho alternativo” para evitar a lama magnética. Fred já machucou logo o punho numa queda no meio da ladeira. Demos uma volta maior e realmente não pegamos muita lama. Entramos numa fazenda linda, numa reserva florestal. O percurso foi bem tranqüilo mesmo, mas um pouco mais demorado do que o previsto. Pedalamos mais do que os 33km que tavam na planilha. Sem queixas, por favor! E não espalhem!
Chegamos a Itamaraju já de noite. Os meninos nos esperavam com uma massa feita com ovos, batatas e um molho delicioso. Delícia! Foi nessa parada que dormimos um pouco. Cerca de 1h, nem me lembro bem. Sei que acordei pronta pra outra! O punho de Fred começou a inchar e a equipe médica chegou a ensaiar uma imobilização. Nossos pés estavam um pouco castigados. Os dele estavam piores! O esquerdo estava inchado. Scavuzzi não estava tão bem também! Mas, esse nunca reclama de nada mesmo.
Fomos para o trekking sem imobilização mesmo. Dessa vez, 27km, passando pelos PCs 9 e 10, até a Fazenda Vitória, onde seria a transição.
Só uma coisa! Quem foi que falou que no Ecomotion não teria muita subida? Não disseram que não teria muita variação de relevo?
Lá fomos nós para o Monte Grande. Uma subida de lascar o cano! Mauro navegou direitinho, chegamos lá no alto de madrugada. Os lajedos nos confundiam. O PC apareceu depois de uma moita. Ficamos lá em cima uns minutinhos e descemos para o PC10. Tudo bem escorregadio! Todo canto tinha lama e todas as madrugadas foram de chuva em algum momento. Mauro, como sempre, caindo muito.
Acho que foi nesse trekking que rolou o festival de cuecas lascadas. Fred se retou, pegou um canivete e lascou a cueca toda! Disse que estava incomodando muito e que correria sem cuecas a partir dali. Scavuzzi também deu a louca e arrancou as cuecas numa parada dessas aí. Só ficamos muito preocupados depois que ele falou que era a cueca da sorte. Jogou fora e nem avisou que estava vestindo uma cueca da sorte para usarmos tamanha sorte. Ainda jogou fora sem avisar! Nem usamos a sorte! Ficamos indignados! E eu ainda tenho que presenciar cenas grotescas como essas!
Scavuzzi e Mauro reclamavam muito pouco! Meus curativos dos calos começaram a incomodar, tirei tudo e preferi andar com meus calinhos expostos mesmo! Usamos bastante as papetes, que deram um bom alívio. Fred estava todo estrupiado e falava pelos cotovelos. Pior é que, quando chegou à Fazenda Vitória, soubemos que os carros não tinham chegado até lá e teríamos que andar mais 7km. Quem souber a quantidade de palavrões que Fred disse quando soube da notícia, ganha um brinde do Ecomotion! A notícia foi terrível pra nós e pras outras equipes que sofriam com os pés!
No PC10, a equipe médica tentou nos deter quando avistou a situação periclitante dos pés e das mãos de Fred. Ele entendeu que dava pra pedalar e resolvemos seguir adiante. Seguir num dia após o outro, um PC após o outro. Sofrer por partes, sem pensar em desistir. Contrariando a equipe médica.
Só lembrando, já era quarta-feira. O pedal de 56km foi, de certa forma, simples. Não tinha muito problema não! Tirando umas ladeiras descomunais de uns 3km de extensão.
Chegamos a Cajuíta já na quarta à noite. Foi lá que a gente bateu o martelo sobre continuar ou não na prova. Os pés de Fred estavam enormes! Parecia um pé de elefantíase, além das bolhas enormes enfeitando. Scavuzzi e Fred discutiram a relação legal! Coisa que homem faz e depois fica amigo para sempre. Achei que ia aparecer fundo de cueca no meio da praça. Mas as palavras foram ditas no momento certo, na hora certa. Resolvemos dormir e decidir qualquer coisa pela manhã. Foram as nossas horas mais longas de sono durante toda a corrida. Quatro horas. Choveu de madrugada! E todas as chuvas nos causaram desconforto de alguma forma. A água, dessa vez, escorria pelo colchonete.
O dia amanheceu e, além da comidinha do apoio, tomamos um café bem gostoso com um pão dormido, “duro como a zorra!”, numa padaria da esquina. Sem dúvida, a prova continuava! Queríamos chegar ao fim, cruzar a linha de chegada, ganhar aquela medalha de “finisher” do jeito que desse. Scavuzzi arrumou uma tala no pé de Fred, Mauro fechou a papete com um silvertape. A papete não fechava mais. A mão estava até melhor. A notícia de que alguns PCs haviam sido cancelados também animou um pouco.
Os três já estavam ali, planejando o trekking de 27km. Passaríamos pelos PCs 12, 13 e chegaríamos até Guaratinga, no PC14. Entramos entre aqueles dois morros enormes. Seguimos a trilha, subimos numa ponte. Era mata fechada mesmo, só com uma trilha no meio. Subimos bastante, depois começamos a descer. Era tudo muito escorregadio. Mauro, pra variar, caía a toda hora! Meu joelho já dava sinal de vida! O peso da minha mochila castigava! Na descida, no meio do nada, tinha um tronco enorme de árvore cravejado: “ECOMOTION”.
Chegamos à plantação de cacau. A referência era uma grota. Mais de mil e quinhentas grotas foram encontradas! “Mas, o que é mesmo uma grota?” Ninguém tinha dicionário. E chegaram também uns abismos! Meu Deus! O que foi aquilo? A trilha desapareceu! E a gente andava se segurando nas pedras pra não cair nas fendas de pedras. Tinha até race book nas profundezas das fendas. Concluímos que alguém caiu lá no fundo e escalou pro outro lado. Percebemos então que o caminho estava errado. Voltamos parecendo umas lagartixas outra vez, por aquelas fendas horríveis!
Foi quando visualizamos a plantação de cacau novamente, do outro lado do pequeno e profundo vale de pedras. Achamos a trilha novamente e foi nessa hora que me deu um negócio doido e saí andando na frente e chamando os meninos. Parecia que Zé estava nos guiando. Mauro até gravou quando me perguntava se tinha alguém em minha frente. Disse muito incisiva que era Zé (meu anjo da guarda, para quem não o conhece) quem estava em nossa frente. Era ele, com certeza!
Minha língua ficou machucada de tanto cacau e tangerina! Demos uma baixa na plantação de cacau daqueles fazendeiros. Ainda tinha banana madura na beira da trilha! Foi uma farra!
O ponto alto da prova, pra nós, foi aquela passagem depois do PC13. A lua e o sol estavam lá, lindos e presentes! Numa fazenda com um campo enorme, de capim baixo, dentro de um vale cinematográfico. Alguns cavalos estavam soltos por ali e o gado enfeitava o vale. O lugar era tão lindo que, quando o dono apareceu na porta da bela casa, demos parabéns a ele. De todos os lugares lindos, de todos os arco-íris, de todas as florestas que vimos, aquele era o lugar mais lindo!
E subimos mais ladeiras! A equipe Go For It nos deu a maior força durante esse percurso. Tivemos problemas sérios e agradecemos pela ajuda deles. O trecho estava muito escorregadio. A mata se misturava com a plantação de cacau.
Quando chegamos à última casa, antes de pegar o estradão, paramos pra nos recompor numa casinha bem singela. O rapaz nos deu um macarrão misturado com arroz, feijão e uns pedaços de carne. Parecia muito com a comida que a minha mãe faz para os cachorros da fazenda. Até a panela velha parecia familiar. Algo me diz que comemos a comida dos cachorros, mas quem vai se importar com isso? Ainda sobrou pra eles! Também nos deu uma garrafa térmica cheia de café pra gente se esbaldar à vontade. E o café tinha o gosto igual ao de lá da roça da minha avó.
A caminhada ainda foi longa depois dali. Meu joelho começou a doer tão forte que não conseguia levantar a perna pra dar o passo. Depois de tantos dias de emoções intensas, sem dormir, comendo de hora em hora, fazendo atividade física sem parar, meu corpo começou a dar sinais de fadiga! Comecei a chorar copiosamente! Não conseguia me mexer! Scavuzzi carregou minha mochila, Mauro começou a me dar esporro porque eu não tinha reclamado antes. Mas, a coisa foi se acalmando, o medicamento começou a fazer efeito e continuamos até Guaratinga, no PC14.
Foi em Guaratinga que tivemos uma recepção digna de heróis de velho oeste. Primeiro foram umas meninas que esperavam os meus companheiros (com certeza aquilo não foi pra mim!) no começo da ladeira em cima de uma moto. Disseram que estavam ali só esperando pra mostrar uma grota. RS! Me acabei de rir! Se Gabi(mulher de Mauro) tivesse ali, botava as duas pra correr na mesma hora! Entrando na cidade, teve uma chuva de fogos, moradores fizeram um corredor humano e nos aplaudiam enquanto andávamos. Essa valeu pela corrida toda! Ainda bem que não desistimos antes de Guaratinga. A gente chegou a andar mais devagar para entender o que estava acontecendo. Se era com a gente mesmo. E era!
O corte nunca foi tão benvindo! Imaginem que fomos com o objetivo de não pegar corte! A mão estava bem melhor! Deu trabalho de calçar as sapatilhas! Mas ele calçou. Bradou, xingou mas, calçou. Claro que o motivo do nosso atraso não foi apenas o pé de Fred, que crescia a cada trecho. Existem mil motivos para o nosso atraso e encheria uma página se escrevesse tudo aqui. Como sempre digo: “-Ninguém tem culpa sozinho, graças a Deus!”. Se cada um fizer a sua parte, as engrenagens funcionam perfeitamente.
O nosso apoio nos escoltou por 30km pela rodovia até Itabela, iluminando nosso caminho. Só pra variar, choveu à noite! Depois, seguimos para a os PCs 31 e 32, o que deu mais uns 40km de bike. Teve uma ladeira que devia ter uns 4km. Parecia que não acabaria nunca. Depois ficou tudo mais plano e conseguimos imprimir uma velocidade legal, apesar do cansaço de alguns! RS! E, finalmente, tcharam! O PC32, na beira do rio.
O PC só autorizou a nossa entrada no rio uma hora depois. Aproveitamos para nos alimentar e organizar as coisas antes de sair.
Esse último trecho de remo foi a parte “água com açúcar” da corrida. Foram 54km até Porto Seguro ladeira abaixo. Sem remar, a velocidade era uns 6km/h. Mauro dormiu, enquanto Scavuzzi remava e vice-versa. Scavuzzi fazia até coregografia de nadador, fingindo que tava remando. Eu, Fred e Mauro paramos numa prainha pra tomar um banhinho gostoso. Fizemos filmagem, mergulhamos, relaxamos, enquanto Scavuzzi roncava dentro do barco. Teve um trecho do rio que era um canal enorme, parecia a Avenida Paralela, gigante e reto! Depois de brincar um bocado, resolvemos remar sem brincadeira. Cruzamos a linha de chegada em 21º lugar, no início na noite de sexta-feira, com muita alegria, emoção e lágrimas!
Meninos! Amo muito vocês e nunca vou me esquecer desses 5 dias em que vivi intensamente todas as emoções com meus melhores “melhores” amigos! Estivemos juntos por todas as horas, minutos e segundos. Foi um teste intensivo de amizade. Passamos!

Agradecimentos:

Ígor e Tadeu. Apoio querido, incondicional, paciente, cuidadoso, tranqüilo!

Officina de Nutrição de Ana Leiro, nossa nutricionista e guru nas horas vagas. O preparo nutricional foi perfeito e os conselhos também! Sem câimbras, sem fadiga, sem desidratação. E cada um no seu papel!

3meiazero que fizeram nossas camisas promocionais que foram o sucesso de vendas.

Belle’s Cerimonial, principalmente pela bicicleta emprestada que nem precisa pedalar para andar.

Rumos Treinamentos Personalizados- O treinamento funcionou mesmo!

A Tia Sônia que nos apoiou com aquelas barrinhas deliciosas!

Ao resto da nossa Equipe Aventureiros do Agreste que ficou na torcida.

A nossa família e nossos amigos que compraram as camisas de patrocinadores da nossa Aventura.

E... Tcham Tcham Tcham Tcham!!!!

A Millennium Inorganic Chemicals- Sintam-se ovacionados por essa Equipe da Bahia que foi abraçada pela Empresa e agradece muito pelo apoio recebido.




Beijos a todos!

Luciana Freitas- Aventureiros do Agreste

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cobertura on line Aventureiros do Agreste na Ecomotion/Pro 2011

Saibam como vai a nossa equipe, através do Twitter.

http://twitter.com/aagreste

Entrevista Aventureiros do Agreste

A Aventureiros do Agreste, representada por Luciana Freitas e Mauro Abram, esteve na manhã do dia 03/04 (domingo) na rádio Metrópole FM, falando sobre a participação na Ecomotion/Pro. Os atletas falaram sobre as espectativas para a prova e um pouco sobre como é o esporte. Arnaldo Maciel, um grande amigo da equipe, também esteve presente representando a sua equiepe, a Olhando Aventura. Estas duas equipes, juntas com outras três, representarão a Bahia nesta corrida que é uma das maiores do mundo.

Ouça a entrevista clicando no link abaixo
http://www.4shared.com/audio/sU2JlaG6/Entrevista_CA.html

Paulo César (presidente CREF 13), Mauro Abram, Luciana Freitas, Arnaldo Maciel e Eliseu Godói (apresentador).

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Tia Sônia também está conosco na Ecomotion/Pro 2011.

Lider no mercado nordestino de granola e barras de cereais, a TIA SÔNIA está apoiando a AA no ECOMOTION/Pro 2011. A empresa já está a um tempo inserida nas corridas de aventura, através do patrocínio a outra equipe e em alguns eventos. A TIA SÕNIA tem uma ligação muito forte com os esportes de aventura, uma vez que sua criação teve origem em uma aventura que o seu proprietário teve no Peru. A Aventureiros do Agreste sente-se orgulhosa em poder contar com este apoio para a maior prova de corrida de aventura da América Latina.

Tia Sônia, saúde com mais sabor!

visitem: http://www.tiasonia.com.br/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Millennium apoia a Aventureiros do Agreste na Ecomotion/Pro 2011

Essa foi a nossa primeira grande conquista para o Ecomotion. Teremos a honra de levar o nome da Millennium para uma prova tão expressiva como esta. A Millennium vem sendo uma grande incentivadora deste esporte na Bahia, pois também fornece apoio esportivo para outras três equipes no estado. Uma grande empresa como a Millennium, com certeza terá uma grande visibilidade na maior corrida de aventura da América Latina.
"Com a certeza de que toda ajuda será muito bem recebida pela equipe, agradecemos e nos comprometemos em honrar nosso compromisso em divulgar esta e todas as marcas que nos apoiam", diz Mauro Abram (Capitão da Equipe Aventureiros do Agreste).

Acessem o site da empresa: http://www.millennium-al.com.br/

Aventureiros do Agreste na ECOMOTION/PRO 2011

De 07 a 17 de abril a AA vai ter um grande desafio: 550km da Ecomotion/Pro 2011. Segue texto publicado por Luciana Freitas, em seu blog, sobre esta nova empreitada.

"A mais importante prova de corrida de aventura das Américas, o ECOMOTION/PRO, levará atletas de todo o mundo ao berço da civilização brasileira: a Costa do Descobrimento, na Bahia."

Assim começa o texto que está no site de apresentação do ECOMOTION/PRO 2011. Com letras maiúsculas mesmo!
Estive lá na última prova. Fui com a Makaíra. Senti todas as emoções que uma pessoa pode ter espremidas em cinco dias no meio do mato. Quem ainda não foi nem sonha como pode ser, embora tente imaginar. O que lembro é que foi uma prova muito dura! E toda vez que encontro os meninos da Makaíra me comporto como se eu e eles fôssemos de uma irmandade eterna, de uma cumplicidade sem fim. Nunca mais seremos estranhos uns aos outros.
O ECOMOTION é um show de Corrida de Aventura que começa na hora em que vc pega as suas tralhas e vai pra lá com seus amigos pra fazer a corrida. Antes e depois ainda tem muita história pra contar mas, os dias vividos lá são únicos! Diferentes de tudo em corrida de aventura! Tem gente do mundo todo. Os melhores atletas do mundo!
Quero repetir! Dessa vez com a Aventureiros do Agreste. E estamos treinando para essa empreitada com muita vontade.
Querem saber mais?? Vou contando tudo por aqui...
Vale à pena conferir os detalhes da prova no site oficial: www.ecomotion.com.br/ecomotionpro2011


Fonte: http://www.penelopeagreste.blogspot.com/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Release Circuito Explorer 30km 28/11/2010 - Sauípe - Por Luciana Freitas

Olha! Foi tão divertido! Que corrida deliciosa!


Muitos Aventureiros do Agreste se embrenharam pelos matos nesse fim de semana. Tadeu correu com Ígor, Mauro com um outro Ígor, Manu foi com Ítalo, Fernando com a namorada Adriana, Lucy levou Vânia(outra dupla feminina) e eu com Gabi de Penélopes.
Lá estávamos nós, na linha de largada da Explorer. Pena que poucas mulheres se aventuram a correr sozinhas e o resultado é que somos inseridas na categoria de duplas mistas.
Gabi é uma figura! Sem treino havia 15 dias, mas tira o sangue de onde não tem pra competir. Eu nem preciso falar... sempre quero ficar ali, no meio do bolo. Não tem jeito! Somos movidas a pilha! Claro que em Corrida de Aventura nunca se sabe o que pode acontecer. Cantar de galo antes de terminar uma prova é uma grande falta de noção das variantes. O primeiro trecho da prova era um trekking dentro da Fazenda São Lucas, na Linha Verde, em Sauípe. Junto com as mais de 30 duplas, entre meninos e meninas, saímos no trotezinho para achar o PC1, que ficava num cruzamento de trilhas bem marcadas. Passando entre dois lagos, numa clareira depois da trilha, estava o PC2. O mapa tava tão bem feito que não dava pra errar muita coisa. Coqueiral, vegetação densa, lagos, eucalipto, estava tudo desenhado.
O PC3 ficava numa área alta no meio do coqueiral. E, no meio da galera, estava a Srta. Lucy Helena numa ousadia só! Vocês sabem? Aquela Penélope que estava fazendo umas provas de orientação comigo pra aprender a navegar! Toda vez que a gente se encontrava eu dizia do seu atrevimento. E não foram poucas vezes que nos encontramos. Elas pegaram vários PCs em nossa frente. Está navegando horrores! Eu criei um monstro!
PC4 na beira do riacho. E o 5 traquilex! Maaaaas, pra não dizer que não teve emoção, perdemos a trilha de volta pra fazenda. RS! Fiz um azimute e caí pra dentro do mato. Gabi dizia: “Lu! Você tem certeza de que é por aqui? Estamos fazendo muito zig zag.” Tava tudo dominado! No final do matagal todo, apareceria uma estradinha. A estrada apareceu depois que arranhamos até a alma. A perna de Gabi escorria sangue. Eu tinha espinhos nos tornozelos que pareciam agulhas de acumpultura. Fui tirar o último em casa, já enrolada na coberta pra dormir.
O calor tava demais! Um abafamento doido! E para a alegria do povo e a felicidade geral da nação, tinha um chuveirão no PC6. Um chuveirão delícia! Gabi ainda teve tempo de paparicar os filhotes lindos que fizeram o maior sucesso durante a prova.
Já de bicicleta, entramos numa trilha com bastante areia e umas ladeirinhas boas. O sol derretia nossos miolos! Faltou sombra naquele lugar. Para onde foram as árvores? Batemos o PC7 depois de Lucy, inclusive, rs! Ela já estava saindo quando chegamos lá. No caminho para o PC8 tivemos a companhia de umas duplas que ficavam competindo as ladeiras com a gente. Aproveitamos para comprar um guaraná ultra-gelado numa venda (na roça não é bar, é venda) ao lado da igreja/PC e dividimos com a galera toda.
O PC9 era uma área de transição para trekking e mudança de mapa. Essa do mapa foi ótima! Eu enxerguei o mapa de 1:7500 como um de 1:75000. Fiz todas as contas como se fosse andar muito mais. RS! Quando descemos a trilha, logo percebi o erro porque a vegetação mudou e tudo chegou muito antes do previsto. O detalhe é que, antes de largar, Mauro chegou atrasado ao briefing e pegou meu mapa pra copiar. KKKK! Fiquei imaginando a cara de “nada” que ele deve ter feito quando percebeu que fiz tudo errado!! Deve ter se retado!
Vamos lá! PC10 beleza! PC11 era a parada para tiroleza, canoagem e natação. Gabi foi para a tiroleza, eu nadei. Só que ela deu uma caruara lá em cima! Achei estranho não vê-la descendo, já que é bem mais corajosa do que eu, enquanto duas pessoas que chegaram depois faziam o percurso. Mas, no fim das contas, deu tudo certo! Ela desceu e pronunciou todos os palavrões do universo. E ainda foi paparicar as crianças pra relaxar, enquanto eu tava lá esperando pra remar. RS! Uma cara de pau!
Aí a canoa canadense quase virou com as Penélopes do Agreste! Cheias de técnica e de ginga, o que era pra ser uma voltinha no pau da bandeira, demorou um pouquinho. De lá fizemos mais uns trechos lindos de trekking. Era um lugar cheio de trilhas, com pontes estreitas, riachos, subidas, descidas e muita árvore. E enquanto a gente andava, tricotava. Teve uma hora em que fomos conversando e passando do caminho. Gilson, Calangos, quem gritou: “Ei! Vão pra onde!?” Mulher quando se junta é uma viagem! Coisa é quando correm as quatro!
O arvorismo foi no PC17. Eu subi lá cheia de molejo pela escada toda bamba! Depois de muito balançar por cima daquelas árvores, desci de rapel e fomos embora para o PC18. Íamos pela trilha mais marcada, mas Gabi me convenceu a pegar o caminho mais curto, já que o rio era raso. Ótima sugestão!
PC18, PC19, onde voltamos para as bikes no meio de um monte de equipes. Ali estavam mais duas(equipes mistas) que competiam diretamente com a gente o segundo lugar na prova. Nesse momento, todo mundo botou sangue no olho e começou a pedalar com mais força. Pra pegar os PCs 20 e 21 foi uma correria. Faltavam menos de 3km de asfalto para a chegada quando Gabi começou a gritar com câimbra. Nossa! O sofrimento de uma pessoa com câimbra é horrível! Incrível como conseguiu superar! Procuramos ficar tranqüilas, não parar, pedalando mais devagar, fazendo vácuo. Eu também não tava essas “coca-cola” toda! Mas, mesmo assim ainda ficamos a apenas 1 minuto do terceiro colocado.
Foi uma ótima prova! Corrida de Aventura é tudo de bom! Esse contato com a natureza recarrega todas as energias. E quem precisa de terapia fazendo um esporte desses?

2ª Etapa Circuito Explorer 30km 28/11/2010 - Sauípe-Ba

Com o adiamento da Carrasco (última etapa do campeonato bahiano 2010) para janeiro de 2011, os atletas da Bahia viram no Circuito Explorer (prova curta e disputada em dupla) uma prova para se despedir de 2010 e treinar ainda mais para a Carrasco. Foi uma prova com muitos novatos iniciando neste esporte, que a cada dia que passa conquista novos adeptos. A Aventureiros do Agreste foi muito bem representada por 6 duplas que brilharam durante a prova. Destaque para as Penélopes do Agreste que ficaram em 4º lugar na categoria Dupla mista/feminina. A prova ainda teve um momento hilário entre os AA, que foi a disputa de posição entre a equipe Treinadores de Elite e Os Aventureiros. Parabéns a todos os Aventureiros!


CLASSIFICAÇÃO FINAL

Masculino

1 Gantuá Millennium Tia Sônia 3:48
2 Millennium Daventura Makaira 3:56
3 Kaaporas 4:13
4 IGH - Divisão Aventura 4:38
5 Gantuá do Sertão 5:05
6 Calangos 5:07
7 Would Go 5:11
8 Caatinga Trekkers 5:15
9 FORTH 5:30
10 Legionários 5:32
11 Paletada 5:32
12 Treinadores de Elite 5:42 (Fernando Tadeu e Igor Almeida)
13 Os Agrestes 5:44 (Mauro Abram e Igor)
14 Potiguar Aventura 5:45
15 Trackfinder / Insanos 5:49
16 Aventureiros 3000 6:14 (Emanuel Moreira Jr e Ítalo Ghignone)
17 Tribo Ecológica - Corte Arvorismo
18 Taz Trekking - Corte Arvorismo
19 Xuxu com Milho - Verde Penalizada
20 Caatinga Trekkers - Penalizada
21 Caatinga Trekkers - Penalizada
22 Solaris - Penalizada



Mista/Feminina

1 Caatinga Trekkers 4:00
2 Millennium Daventura Makaira 5:17
3 Companheiros de Aventuras 5:18
4 Penélopes do Agreste 5:24 (Gabriella Carvalho e Luciana Freitas)
5 Trackfinder / Insanos 5:39
6 Cupuaçú 5:54
7 AG2+2 6:22 (Lucy Jesus e Vânia)
8 Millennium Daventura Makaira 6:27
9 Academia Vidativa/Rasodacata - Corte Arvorismo
10 AG2 - Corte Arvorismo (Fernando Cortes e Adriana)
11 Kaaporas - Corte Arvorismo
12 Gantuá Millennium Tia Sônia - Penalizada


Teste bebida isotônica SUUM - Por Fernando Tadeu.

A ProAtiva me forneceu para teste o isotônico SUUM e eu o testei durante o Circuito Explorer. A primeira coisa que chamou a atenção foi a forma compacta que se apresenta a bebida. Bem diferente das outras bebidas que temos no mercado, que são comercializadas em garrafas, o SUUM vem em um tubo com 10 pastilhas, que precisam ser dissolvidas em 500ml água (cada pastilha) para o consumo. Com este formato, fica muito mais fácil o seu transposte. Durante a corrida, carreguei comigo na mochila 4 pastilhas, o que seria impossível se fosse em garrafas devido ao peso. Além da praticidade no transporte, o SUUM possui uma maior quantidade de eletrólitos que a encontrada nos isotônicos disponíveis no mercado. Um excelente produto!

Acessem o site do SUUM para maiores informações.



Teste meias Lorpen - Por Fernando Tadeu

Como brinde da ProAtiva, recebi um par de meias Lorpen TriLayer Midweight Hiker Men's, para testar e publicar o teste. Segue o resultado.

O teste foi feito na prova de Corrida de Aventura "Circuito Explorer" em 28/11/2010, prova de 30km. A princípio tive a impressão de que as meias ficariam apertadas devido ao forte elástico do cano, mas o conforto foi indiscutível. Estas meias possuem uma tripla camada (poliéster hidrofóbico, fibra natural e poliamida. As meias são super confortáveis e protegeram muito bem os pés, tendo em vista que em um momento da prova eu passei por uma vegetação espinhosa. Nos momentos em que eu estava com os pés molhados as meias se comportaram muito bem evitando que a umidade atrapalhasse o meu desempenho.
Vsitem o site da Lorpen para maiores detalhes e informações sobre outros produtos.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Release Carrasco Fast 100km - Por Luciana Leal

Tudo começou quando perdi aquela famigerada fitinha... RS! Não... volta mais! Pra começar, quero dizer que desorganização é uma doença altamente contagiosa e parece incurável Falta de treino também!
Segundo Mauro, nosso apoio tava certo. NINGUÉM seria nosso apoio! Equipamentos arrumados de última hora... corre, corre! Quem vai fazer apoio!? Sobrou pra Fred outra vez, agora como apoio!
Largada às 22h! Corrida de 5km pelas ruas de Feira de Santana. No meio do caminho pegamos a senha-fitinha, correndo junto com o bolo, quase chegando... cadê a fitinha!??? “Meu Deus! Eu perdi a fitinha! Vou voltar!” Voltei igual a uma louca, desvairada! Confesso que tive vontade de pegar qualquer plástico no meio da rua, de arrancar a fitinha da mão de alguém, de voltar sem porra de fitinha nenhuma! (Tudo tentativa de Zé,meu anjo da guarda, pra me fazer voltar), mas a minha honestidade falou alto demais, mais do que deveria. E às vezes você tem que saber a diferença entre ser honesto e ser bocó. Corri! Botei meus bofes pra fora! Não cogitei a possibilidade de ninguém mais, além da bocó que vos escreve, fazer aquele percurso outra vez! Tive que me castigar mesmo sem estar treinada pra fazer aquela força toda. E, toda “explicativa” como sou, ia falando pra todos que vinham em minha direção, já que eu ia ao contrário do fluxo, que perdi a fitinha. E, quando cheguei lá, Evinho me mandou voltar que não precisava pegar outra vez. Como eu me senti?? Sem comentários! Quem manda ser debilóide!?
Termina de contar?! Bom! Perdemos meia hora nessa brincadeira. Scavuzzi me esperava numa esquina. Transição para a bike, voando pelo asfalto, parando o trânsito, literalmente e partimos pra a beira do rio para remar uns 12km noite adentro. . Na beira do rio, fui de meias, com os tênis nas mãos e ganhei uma coleção de carrapichos nos pés. Putz! Arranquei as meias dos pés, já sabendo que teria de fazer o trekking seguinte sem elas.
O remo até o PC 3 era de uns 6km. Remamos com vontade, dentro da nossa falta de treino, sem ver nem uma luzinha à nossa frente. Sei que perto do PC 3 encontramos uma equipe, ou será que ela que nos encontrou? RS! Nem lembro! Voltamos para o 4 sem grandes novidades, mas numa animação doida, afinal, a gente sempre dá um jeito de recuperar posições. E confiamos nisso até o último minuto da Corrida. Do PC4 partimos para o trekking naquele breu absurdo! “Porque é que esse povo só faz prova sem lua?” Acha uma casinha, acha duas, late cachorro, “é por aqui!”, “volta que o azimute ta ao contrário!”, e pula cerca! Eu sei que a gente acabou encontrando o charco, o rio, passamos por algumas equipes e o PC5 apareceu. Makaíra e Gantuá ficaram pra trás! Mas ainda tinha muita prova pela frente e muita equipe também.
No PC5 encontramos nosso apoio com o reforço da nossa dupla campeã 55km(Lucy e Ígor). “Que orgulho de nossas crianças!” Fred foi super bacana com a gente! Nem tomamos bronca por termos ficado tão pra trás. E todos nos ajudaram!
Então saímos para a segunda perna de bike, esperançosos em encontrar muitas equipes no caminho! Podem rir! Eles nos encontraram! Um mountain bike legal com boa iluminação, evoluindo direitinho... Isso era o que a gente pensava! A Gantuá evoluiu muuuito mais! Apareceu nas imediações do PC 8 numa velocidade alucinante... Scavuzzi disse que tava pedalando horrores! Praaaaaá! Se achando e achando que Mauro tava logo atrás... quando percebeu.. tic! tic! tic!... era Diana dando sinal de luz.. RS! E a Gantuá foi embora!
O dia amanheceu e a gente ainda pedalava. No PC10, pegamos um monte de comida, incluindo um delicioso salame e fomos embora. Só sei que fomos fazer o trekking que subia aquele morro enorme que tinha uma plantação de urtiga, cansanção e espinhos nativos de todas as espécies possíveis e imagináveis! Não dá pra descrever! Já fiz muita Corrida de Aventura e achava que tinha visto de tudo. Mas só indo lá, porque contando, ainda parece pouco. Tranquilo até o 11 e começamos a subida. Dessa vez foi a Makaíra que nos atropelou! Até suspeito que eles tenham descido embolando de lá de cima. Foi muito rápido! Será que tinham um tonel!? Ou uma patinete voadora! Que louco! Eu usava o mapa como escudo. Scavuzzi ficou preso num espinho pela orelha, fez um furo de graça pra botar um brinco. Roupa, cabelo, óculos, os espinhos não davam trégua e pareciam sem fim. E quando chegamos embaixo Mauro resolveu sentar no chão pra descansar. “Maurooo! Levanta!” E ele dizia: “Ah! Cansei!” Empacou, mas foi bem rápido!
Acho que do 10 até o 13 foram uns 20km andando e correndo. Esquecemos completamente do corte às 9:30h. Nem dava tempo de fugir dele! “Quem foi Naninhaaa? Nunca mais tinha tomado corte!” Mauro anotou no mapa dele e esqueceu, rs! Nessa hora nosso apoio já tava impaciente de tanto esperar, querendo que saíssemos logo.
Então fomos direto do 13 para o PC19, por uma estrada de barro gostosa, uns ladeirões bons de descer. Chegando lá, Fred pegou nossas tralhas e nos dirigimos pra natação.
Enquanto choviam os coletes de Lucy e Ígor, a gente atravessava os 700m de natação. Pra dizer a verdade, esse foi o trecho mais delícia de corrida toda. O banho de rio depois que o barro e o suor já estão quase te transformando numa escultura. Quando a meleca do nariz já está preste a lhe asfixiar e o barro já entupiu todos os poros, vem um rio pra melhorar tudo. Gabi parecia um peixinho brincando de jogar água na minha cara. Vale comentar que na natação rola(do verbo rolar, por favor!) uma competição à parte entre eu e Mauro. Ele não consegue admitir que nada pior do que eu, mas sempre venço as paradas.
Fizemos então o trekking até onde estavam os caiaques e começamos a remar nossos 12km finais de prova. Lentos como uma lesma, remamos até o pórtico de chegada em derradeiro, sonhando com a feijoada na casa da mãe de Gabi.
E vamos treinar porque a galera ta voando baixo! Quero dizer que é sempre muito bom encontrar todos vocês. Parabéns a todos! Organização, equipes, apoios! Até a próxima!

Beijos!

Luciana


Aventureiros do Agreste

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Release Carrasco Fast - Por Lucy Jesus

Por Lucy Jesus

Decidi escrever logo meu release enquanto os arranhões e as marcas de cansanção estão bem vivas na memória.. e na pele!

A prova foi linda. De todas, a que eu mais curti até agora. Não tanto pelo pódio, porque isso a gente só sabe no final. Mas por cada etapa, cada superação, cada dificuldade que tivemos que resolver.
Igor e eu queríamos correr a prova de 100 km. Tentamos montar um quarteto, mas nossos convidados tinham compromissos de trabalho no feriado.
Conformada com a frustração atendi a um telefonema do Mauro, sexta à noite perguntando se eu topava correr a prova de 55km. Meu bom senso levou menos de um minuto para ser convencido por minha insanidade a correr a prova. Sem planejamento, sem apoio, sem nada pronto.
- OK. Eu topo! Vou ligar pro Igor. A insanidade dele também estava de plantão e ele topou sem perguntar como!
A ideia era compartilhar o apoio da turma da Makaíras 2, o que foi muito importante especialmente nos trechos mais difíceis de navegar, logo no início da prova.
No sábado, eu joguei tudo o que achei importante levar no carro e lá fomos nós. Peguei Igor em casa e saímos, rumo a Feira de Santana. Só pudemos sair as 18h porcausa dos nossos compromissos. Fizemos a inscrição na hora, na maior correria. Conhecemos a turma do nosso apoio compartilhado, arrumamos as coisas e entramos no clima. Enquanto a turma estudava os mapas, a gente engolia o jantar. Enquanto a turma curtia o show, a gente tentava entender o mapa!!!
Pontualmente, as 22h, começou a corrida. 5.2k de asfalto. Só pra aquecer! O jantar conversando conosco a corrida toda. Que delícia!!! Chegamos ao PC1. Nossa primeira dificuldade foi entender como sair da cidade. Nada fazia sentido. Como bons novatos, pedimos apoio... Nesse momento a navegação do Mateus (Makaíras 2) nos salvou. Sem ele a gente estaria procurando o PC2 até agora. Trechinho curto de bike, mas muito escuro. A trilha ficava bem escondida.
Tinha uma pequena descida de cascalho, no escuro, que passava por numa ponte sem proteção lateral. Meu primeiro grito:
- IGOR!!! Eu tenho medo de ladeira!!!!
Eu só via o que o farolete da bike mostrava, o que era nada! Igor foi. Eu também fui!! Nada de mais para quem pedala, mas para mim, foi a primeira superação. A coisa melhorou um pouco quando os carros de apoio começaram a chegar. A luz dos faróis me mostravam o caminho e aí eu vi onde tinha me metido!
Dali partimos para o PC3 para acompanhar a prova e esperar a galera que voltava do remo. Ficamos alí com os apoios e deu pra tirar um cochilo. Deu pra ver a Aventureiros chegando e até dei uma forcinha na transição. Aliás, Fred se saiu muito bem no apoio. Dedicado, concentrado. Preocupado em não deixar faltar nada. Entre um cochilo e outro, conversamos bastante.
Fred - ainda quero correr com você. Quero ver se vc é essa brabeza toda, mesmo!! A gente vai rasgar muito mato!!!
Lá pelas 4h da manhã, fomos direto para o PC11 junto com a Makaíras 2 de onde partiríamos as 5:15. Como ninguém aparecia, dormimos mais um pouco. Finalmente, chegam Paulinho e Marcia e autorizam a Re-largada: 5:50!!!
Vamos escalar aquele morro ali. Pensei: fichinha!!! Perto do morro do castelo, aquele parecia uma leve ondulação!! Beleza. A subida foi mole. Batemos o PC12 a 180m de altura e curtimos o belíssimo visual do lugar. A descida foi punk!!! Tinha que ir de rala-bunda mesmo, pra não se estabacar no precipício. Aí, minha gente, foi rasgar mato! Os pés de espinho nos abraçavam com tanto amor, que não queriam mais largar! Em uma das equipes tinha um pobre rapaz que resolveu fazer a prova de bermuda. Não preciso dizer que ele deu o sangue pela prova!
A Giramundo nos encontrou e rasgamos mato juntos até achar a trilha para o PC 13, que encontramos graças a um gentil nativo que com toda delicadeza nos mostrou o melhor caminho:
- Vocês é doido!! Quer ir por aí, vai, problema seu, mas tá errado. O caminho é por ali, por dentro da fazenda! Agradeci a gentileza, mas o moço me ignorou solenemente!!
Quando achamos a trilha principal, Igor e eu entramos de fato na competição. Começamos um trekking forte e rolou até uma corridinha. Abrimos uma boa distância com relação às outras duplas e à nossa frente, só havia a Giramundo. Passaram por nós a Gantois e a Raso da Cata também. E toma treking... anda... anda...
No PC 13 a diversão começou pra valer. Chegamos 9:15. O corte era 9:30. Conseguimos sair antes do primeiro corte. Animados, pegamos as bikes e saímos com sangue no olho. Vendo que não tínhamos mais ajuda na navegação, tivemos que nos virar sozinhos. Igor deu um show!!!
Cada PC batido aumentava nossa disposição. Estamos na briga!!! Era como competir com as equipes de ponta. Batemos todos os PCs entre os 4 primeiros. Toda hora eu via a Gantois, a Makaíras 1 e a Raso da Cata. Estávamos na cola da Giramundo. Batemos quase todos os PCs do trecho de bike junto com eles. O capitão da Giramundo me deu parabéns! Disse que eu estava indo muito bem! Aí mesmo que pedalei. Subi e desci todas as ladeiras daí em diante! Eu estava me achando o máximo!
Turma, vocês tinham que ver Igor navegando e pedalando! Dava gosto! Além de bom na bike, ele é muito inteligente. Tem intuição e pensa rápido. Escolhemos navegar pelo caminho mais longo, porém, mais pedalável. Com isso, pude aumentar minha velocidade. Foi o que nos ajudou a bater todos os PCs rapidamente, enquanto outras equipes se atrasavam em trilhas estreitas e ladeiras de cascalho! Quem precisa de ladeiras de cascalho?
Felizes e motivados chegamos na zona de transição. PC 19. Era para encontrar o apoio, reabastecer água e comida, pegar os coletes e seguir de trilha até o remo
... Apoio.... Onde estará o nosso apoio?.....
Complicou!! Como o carro estava apoiando outras duas duplas, acabaram se desencontrando da gente. Com pouca comida, a água acabando e sem coletes, aquele poderia ter sido o fim da prova para a Aventureiros 2.
Mas eu não me conformei. Igor, chegamos até aqui. Vamos chegar até o final. Não vou desistir agora! Paulinho, precisamos de coletes, nos ajude!!! Paulinho ficou comovido. Viu que a gente não ia desistir mesmo e se ofereceu para levar nossas bikes para a outra transição.
Paulinho nos orientou a fazer o trekking até a beira do rio, esperar a lancha da organização e ver se conseguia coletes com eles.
Lá encontamos a Aventureiros 1 atravessando. Pedi ao Mauro pra avisar lá no outro trecho e mandar a lancha nos dar apoio. Comemos o que nos restava e lá ficamos, dependendo da sorte... Ao nosso lado, dois integrantes da Kaiporas se preparavam para atravessar. Um deles com cãimbras até na sobrancelha, não conseguia nadar. Entrava no rio. Saía do rio.. nada. E a gente ali. Quietinhos, rezando pra chover colete!
Meu anjo da guarda, (pra quem não conhece, é menina e se chama Luiza) ouviu minhas preces. A gentil dupla nos ofereceu os coletes. Estavam abandonando a prova. É claro que não desejei que eles abandonassem. Mas os coletes foram muito bem vindos! Agradecemos e nos jogamos! Amarrei meu tênis cuidadosamente na mochila e lá fui eu. Nunca tinha feito travessia antes! Foi uma delícia. Nadamos uns 700m e quase no final da percebi que não sei dar nó!!! Cadê meu tênis!!!!! f¨&*%!
Fiz um rápido cálculo de probabilidades e concluí que era mais fácil chover tênis que eu encontrar o meu naquele rio. Vamos em frente Igor!Vou descalça mesmo!
Chegando na margem calcei os dois pares de meia que restaram e seguimos por uns 3 km pelo mato. Tava até gostoso. Brinquei com Igor: Não tô sentindo nada! Não tô sentindo meus dedinhos, meus pezinhos.... Ai KCT, o chão tá quente. Tem espinhos. Não dá pra correr!!!
Daí eu tirei a lição número 1: Quando você achar que está cheio de problemas, abrace-se a um cansanção! É milagroso! Tudo o mais se torna relativo após um breve contato com essa adorável espécie nativa! Igor só escutou meu grito: P%¨& que P%$¨&*&!!! P##$$$. M@!#$!
O que foi, Lucy? Respondi quase chorando: Cansanção! Mas tudo bem, vamos embora que agora é que não estou sentindo nada mesmo! Esqueci a fome, os pés molhados queimando na trilha, a sede... Só sentia o banho de pimenta nas pernas!
Saindo da trilha encontramos um bar e resolvi pedir apoio:
- Moça, é o seguinte: não temos dinheiro, não temos água, eu perdi meu tênis e ainda temos uma prova para terminar.
Os meninos da casa encheram nossos skeezes com água quente da bica e nós pagamos com o que restava de amendoins!! Na realidade, o amendoim estava dentro de um dos skeezes pra não molhar. Acabamos dividindo com eles pra liberar o skeeze. Isso tudo no maior bom humor!! Eles se admiraram de como alguém poderia estar tão feliz numa situação dessas! A turma do bar nos ofereceu um mocotó que estava até bonito. Mas achamos melhor não abusar da hospitalidade...
Seguimos para os remos. Lá estava o barquinho que a ´Olhando´ emprestou pra nossa equipe. Lá estavam nossos remos, gentilmente alugados pelo Reizinho. Estávamos muito felizes! Tudo o que a gente queria era remar!
Igor nunca tinha feito leme na vida! Dei a ele algumas dicas teóricas e ele foi se ajustando. Aprendeu ´natora´! Parece que nasceu pra fazer leme. Remamos por quase quarenta minutos e eu perguntei se faltava muito. Igor disse que faltava um pouquinho. Pedi pra ver o mapa.....
-CARACA!!! A gente vai remar isso tudo!!! - Disse eu apontando para o primeiro PC que vi, que era o 3.
- Não, Lucy
- Ah, bom!
- A gente vai remar até aquele alí ó. O PC 21, lá em cima!!!
- P$%%¨¨¨##@@!!!!
Oito quilômetros de remo. Quase duas horas da tarde. Céu azul. Sol castigando!!!
- Tá ótimo!!! É pra remar, né? Então, tá! Você ´lema´ que eu remo!!!
Decidimos quebrar os 8km de remo em referências e celebramos cada pequena chegada. Agora, é até aquela curva. Agora, até a península, até aquela pedra, etc. Vamos remar até aquela casa bonita ali na frente. Lá deve ter uma feijoada nos esperando....
O visual do remo foi um show à parte. Eu vi um carcará, tinha gaivotas e Igor viu um tatu enorme. Foi lindo.
Igor, tô com fome! Dividimos as últimas balas de mel e isso foi suficiente para me reanimar. Rema, Rema, Rema...
Igor ficou quieto. Um bom tempo. Não ouvíamos nada. Só o barulho dos remos. De vez em quando passava um barco, um jetski, um boi mugia. Nada de equipes. Nenhum caiaque sequer! Estamos sós no mundo. Todos nos esqueceram..
De repente, Igor fala baixinho... Estou vendo uma estrada... ela é alta.... é a ponte. A PONTE!!!! A PONTE!!!!
A gente começou a gritar feito náufragos quando avistam a praia. Que alegria!! Quase duas horas remando com o sol quente na moleira, água de beber mais quente ainda e praticamente sem comida!! Foi lindo!
Cadê o PC 21? Onde estará o apoio? O que foi feito das nossas bikes?
????????????
OK. Entendido. Escapamos do primeiro corte, mas tivemos que engolir o segundo!! Mais dois quilômetros de remo até a chegada...
Chegamos, estacionamos o caiaque e corremos pro abraço. Marcinha nos recpcionou, deu os parabéns e trouxe os troféus. Parabéns, vcs ficaram em segundo lugar!!!!Igor e eu nos abraçamos e comemoramos muito!!!
Mas então, curiosa como sou, quis saber pra quem tínhamos perdido. Marcinha começou a explicar sobre os cortes, como funciona, etc, etc....
- Péra aí!!! Um momento!!! Vocês NÂO tomaram o primeiro corte!!! Devolve aqui esses troféus... Ela foi lá, conferiu suas anotações e voltou.
- Desculpa, gente! Vocês ganharam! O primeiro lugar é de vocês!! E é bem merecido! Podem se abraçar de novo!!
Aí comemoramos muito de novo!!! Inesquecível!
Bom gente, essa foi a nossa prova.
O que todo mundo também já sabe é que Igor e eu corremos duas provas de aventura em paralelo. Quando desencontramos do apoio, ficamos sem dinheiro, sem chave do carro, sem celular e sem roupa pra trocar. Paulinho, Marcinha, a turma dos gêmeos e Arnaldo, nos ajudaram como puderam. Até o dono do bar do PC da chegada deu uma forcinha.
A nossa volta para casa merecia um release à parte. No final, tudo se resolveu bem e chegamos em casa sãos e salvos.
Eu sempre aprendo muito nessas corridas de aventura.
Aprendi que tudo, tudo tem solução. Aprendi que mantendo o bom humor, a cabeça fria e vontade de se divertir acima de tudo, a gente consegue superar qualquer obstáculo!

Aventureiros do Agreste: Desistir - nunca. Divertir-se sempre!

Igor, foi muito bom correr com você. Nos entrosamos muito bem e vc é um navegador nato e um remador nato também! Você ´lema´ como ninguém!!!

Adorei e já quero saber quando é a próxima!!

Bom feriado para todos!

Carrasco Fast - 09 e 10 de outubro - Feira de Santana.

Aconteceu nos dias 09 e 10 de outubro em Feira de Santana a CARRASCO FAST. Fou uma prova de 100km que serviu como prévia para a CARRASCO - O BRASILEIRÃO, prova de 236km que vai ocorrer de 26 a 28 de novembro. A prova foi muito dura para as equipes, com muita tiririca no meio do caminho. O destaque da prova foi o mapa confeccionado em um material especial que não rasga e nem amassa. A Aventureiros do Agreste foi representada no quarteto por Gabi, Luciana, Mauro e Scavuzzi e por  Igor e Lucy na dupla. O quarteto desta vez não conseguiu repetir o feito das provas anteriores, mas estão de parabéns. A dupla Lucy e Igor conquistaram o primeiro lugar na categoria aventure-se, uma prova mais curta de 55km e levaram o nome da Aventureiros para o lugar mais alto do pódium. Todos estão de parabéns!


Quarteto ( Divulgado hoje até a 5ª posição)


1° - Gantuá
2° - Insanos
3º - Giramundo
4º - Rasodacata
5º - Extreme


Dupla:

1º - Calangos
2º - Karrancas
3º - Atlas Brasil Mad Dog


AVENTURE-SE

Quarteto

Makaíra 2

Dupla

Aventureiros do Agreste 2

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Release Desafio dos Sertões 13 a 15/08 134km - Por Luciana Freitas

Só pra começar a conversa, não treinamos quase nada para essa corrida! Tivemos prioridades fora da Corrida de Aventura que não nos permitiram tanta dedicação. Nunca fui tão desorganizada em minha vida! Não arrumei nada com antecedência, não fiz sanduíches gostosos, levei um monte de comida que não gosto, enfim relaxei total! Até mais do que deveria!


Na quinta feira pela manhã começou a correria! Mauro ligou pra avisar que Scavuzzi não correria por problemas pessoais importantes, mas que daria todo o suporte necessário ao atleta que o substituísse. O desfalque nos desnorteou! Ficamos ligando pra Deus e o mundo procurando atleta. Já passava da hora de partir e ainda não tínhamos ninguém! A nossa esperança era Fred querer ir, mesmo sem treinar absolutamente nada, exceto Surf. Dentre outros duzentos compromissos listados, ele tinha o aniversário da fofozinha(diminutivo do diminutivo de vovó) no domingo, e negou veementemente o nosso convite. Já quase sem esperança, Fábio resolveu dar a última cartada com um telefonema que dizia assim: “ Velho! É o seguinte: se arrume que a gente vai passar aí em 40minutos!” Pronto! Fred viajou com a gente.

Equipe: Fábio, Fred, Mauro e Luluzinha que vos escreve.

Acabamos pegando a estrada bem mais tarde do que o previsto e chegamos à noite em Juazeiro. Fomos direto para o checkin. Depois de um jantar com musica ao vivo, nos dirigimos à Mansão de Walter Guerra. Dormimos na suíte Presidencial, na companhia de Artur, rezando pra ele não acordar no meio da noite, já que Waltinho nos deixou com ele de propósito. Estava sem babá! RS!

Só pra fechar esse blá, blá, blá, não deu tempo de fazer nada, dormimos tarde e acordamos cedo, como em todas as provas. E, pra variar, a bicicleta de Mauro veio da revisão com um pneu furado. Coisas de Mauroba!

Briefing e largada na Ilha do Fogo. Corremos uns 3km até o PC1. Natação de 2.4km pelo rio São Francisco. Fred me rebocava, Fábio tirou de letra e Mauro ficava lááá atrás intrigado porque eu tava nadando mais rápido do que ele, já que a sua referência do pior sou eu. RS! Mas chegamos! Chegamos para remar os 12km. Eu e Fábio pegamos os barcos. Mauro e Fred fizeram o rappel, descendo dentro do barco. Daí começou o sofrimento das equipes ultrapassando a gente... Eu e Fábio não estávamos remando muito bem! Nunca remamos juntos antes. Na Ilha do Maroto, no PC4, resolvemos fazer uma troca de duplas. Ficou melhor! Mais igual! Pelo menos conseguimos remar perto um do outro. As ilhas dentro do rio São Francisco têm praia com pedras e areia! Lindas de tanto verde!

De lá, remamos para o PC5 por mais 4km, onde vimos que estávamos em 10º lugar. Saímos então num revezamento de trekking com corrida pra tentar tirar o atraso do remo em relação às outras equipes. No começo era um estradão, corremos até a nossa referência, que era o pico onde estava o PC6, e entramos rasgando mato até a subida. Depois seguimos para o PC7 sem erros, exceto por entrar antes do canal. E foi aí que começou a estória de pular cerca! Quanta cerca a gente pulou! E lá em Juazeiro a cerca é daquelas com 7 fios de arame farpado que até a alma da pessoa tem medo de atravessar. Então pulamos a cerca! Fred já estava planejando como ia atravessar a gente pro outro lado do canal, queria pegar corda, elastic e todos os apetrechos para a gente não ter que voltar. Mas, graças ao meu bom Deus, tinha uma ponte estreitinha que nos levava até o outro lado e o PC foi encontrado num esconderijo secreto.

Depois de muito pular cerca e cortar caminho, terminamos o nosso trekking de 16 km no PC8 em Campo dos Cavalos, onde estavam as bicicletas. Lá estavam Extreme, Gantuá, Insanos, Ospato e outras equipes. Ali percebemos que não estávamos tão ruins assim.

Resolvemos pegar o PC11 pelos 17km de asfalto. E foi ali que meu treino fez falta! Minhas perninhas magricelas não acompanhavam o ritmo, toda hora eu tinha que pedir pra galera diminuir. Fábio puxava o ritmo, Mauro acompanhava e Fred me ajudava com uns empurrões. Já o trecho até Favela foi mais tranqüilo, fora o episódio que vou lhes contar...

Por tratar-se de uma biografia não autorizada, terei que mudar o nome dos personagens para evitar exposições. Inclusive, fui ameaçada de ser eliminada no local onde os fatos aconteceram. RS! E fiquei com muuuito medo!

Estávamos pedalando tranquilamente pela linda floresta de cactus, subindo uma ladeira com uma areia bem fofinha quando de repente ouvimos um grito: “Vou quebrar! Vou quebrar! Vou quebrar!” Pensei que uma bicicleta estava sendo quebrada, mas quando olhei para trás, Freddiosvaldo UgaUga caía preso à bicicleta aos berros com as pernas travadas. Foi trágico! Mauronildo Pernalonga Cuca Fresca tentava acudir. Freddiosvaldo xingava até a nossa última geração porque metemos ele naquela corrida, que ele não tinha treinado, que Fabiolindo Fofinho Boagente não deveria ter esquecido as fórmulas anti-cãimbra. E enquanto Freddiosvaldo gritava, Fábiolindo dizia para Mauronildo mexer na perna de câimbra, alegando não saber fazer essas coisas. Mauronildo, por sua vez, tirava o seu da reta, evitando constrangimento. Chegou a massagear o local sem sucesso. Tentamos dar um gatorade ao rapaz furioso, porém ele só queria ficar sozinho, RS! Mas como era possível?! Enfim, eu resolvi partir pra grosseria! Peguei na perna de Uga Uga e orei fervorosamente: “ Pé de pato! Xocotô! Mangalô três vezes! Sai câimbra que este corpo não te pertence!” E foi daí que as coisas começaram a melhorar! Como um milagre, Freddiosvaldo levantou e começou a andar devagar. Depois começou a pedalar, nunca mais teve câimbra e foi feliz para sempre!

Deixamos as nossas bicicletas em Favela e partimos para outra perna de 20km de trekking. Dessa vez na companhia da dupla juazeirense, Carranca. Os meninos pensaram em desistir, mas foram convencidos a se juntarem a nós para terminarem a prova. Estavam em segunda posição, não podiam nem pensar em parar! Éramos seis! Fizemos um trekking bem bacana até PC11. Nos batemos um pouquinho pra achar, chegamos a parar para um piquenique, depois atacamos o PC e fomos embora. Dali era só azimutar e lascar “in banda” pelos espinhos do sertão. Mauro ainda me inventou de mandar a gente seguir a estrela Dalva. Eu conferia o azimute e os meninos viam se a estrela estava na frente. E fomos andando saltitantes até o PC12...

No 13 pegamos as bikes novamente! O porta-mapas de Mauro quebrou e tive que navegar sozinha! Minha iluminação estava um cocô e, só pra variar, me bati pra enxergar o começo da trilha! Seguimos então pelo caminho das pedras e areias e o dia resolveu amanhecer. Ufa! Eu tive que contar com a ajuda de Fábio para enxergar. Fui super lenta na bicicleta e dei mil e duzentas desculpas. Do PC13 ao 14, foram 22km. O ritmo do pedal melhorou e a dupla ficou pra trás. Quando percebemos, paramos no asfalto pra esperar, dormir e fazer outro piquenique até eles chegarem. O GPS track está de prova! Não deu pra esperar tanto e fomos embora.

O PC15 ficava na beira do rio. As bicicletas ficaram, tomamos um café na casinha ao lado e entramos na água gelada para a natação de 3,6km até a Ilha do Rodeadouro. Fred já entrou batendo os dentes. Eu, Fábio e Mauro parecíamos melhores! Comecei a tremer com 5minutos de natação. Os meus dentes pareciam que iam quebrar e a minha musculatura do pescoço ficou com câimbra. Enquanto me tremia, Fábio curtia a natação e explicava a Fred que ele estava muito magro e, por isso, sentia frio. “Meus pneus estão me ajudando!” –dizia Fábio.

Perto da Ilha tinha uma correnteza que parecia não deixar a gente passar. Eu não agüentava mais tremer, já batia o desespero. A cena foi terrível! Alcançamos uma pedra, onde não conseguia ficar de pé, de tanto tremer. Fred tentava me acalmar e pedia que eu deitasse na pedra quente. Que sufoco! O céu começou a girar, pensei que ia desmaiar, queria sair dali depressa! Só pensava em chegar alguma equipe por causa da minha tremedeira. Levantei num salto pra atravessar o resto de água que faltava até a praia. Àquela altura, os outros já tinham chegado à beira, nos encontramos e festejamos a minha recuperação.

Pensamos em comer na Ilha, mas ninguém tinha dinheiro. Pedi um café numa barraca que me deixou zerada. De lá, fizemos o trecho de remo de 12km até a cidade e depois andamos 1,5 para a chegada em quarta posição na prova.

Bom! A prova foi maravilhosa! Achamos o resultado super merecido! As outras equipes fizeram um ótimo trabalho! Nós nos dedicamos dentro do possível e sabemos que tiramos forças de onde não tínhamos para fazer o melhor!

Beijos! Luciana do Agreste!

Aventureiros fica em 4º lugar no Desafio dos Sertões.

Depois de muito sufoco e algumas horas de prova, a Aventureiros cruzou a linha de chegada em 4º lugar. Foi um resultado bom, tendo em vista a pouca preparação para esta prova. Houve também uma substituição em cima da hora. Fernando Scavuzzi, que por problemas particulares não pode correr, foi substituído por Fred Dortas. PARABÉNS AOS AVENTUREIROS!!!

Classificação

Quartetos


1 - Millennium Daventura Makaíra
2 - Extreme/Datageo/EcoFitness
3 - Gantuá Millennium
4 - Aventureiros do Agreste
5 - Atlas Brasil H2O

Duplas

1 - Oskaba
2 - Carranca
3 - Atlas Brasil Mad Dog
4 - Insanos Cavalo do Sertão